Morte Anunciada
Jornalista Eduardo Sotto Mayor morre aos 36 anos após AVC
Aos 36 anos, jornalista de Taquaritinga e São Carlos morreu após AVC hemorrágico

RESUMOver em 33 segundos
Eduardo Sotto Mayor da Silva morreu aos 36 anos, na quarta-feira (28), em São Paulo, após um AVC hemorrágico que evoluiu para morte cerebral.
O sangramento começou em 4 de setembro, e ele ficou internado por quase dois meses antes da morte.
Após a confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação dos órgãos de Eduardo.
Ele deixa o esposo, Marco Antônio, além de familiares e amigos, e construiu parte importante da carreira em São Carlos.
O velório acontece nesta sexta-feira (30), das 14h às 16h, no Velório Cristo Rei, em Taquaritinga, e depois das 18h às 20h no Memorial Sinsef, em São Carlos, com cremação em Piracicaba.
O jornalista Eduardo Sotto Mayor da Silva morreu aos 36 anos, na quarta-feira (28), em São Paulo, vítima de um AVC hemorrágico que evoluiu para morte cerebral. Segundo familiares, o sangramento ocorreu em 4 de setembro e ele passou quase dois meses internado, submetido a procedimentos médicos, antes do trágico desfecho.

Após a confirmação da morte encefálica, os órgãos de Eduardo foram doados, conforme informado pela família.
Ele deixa o esposo, Marco Antônio, além de familiares e amigos. Eduardo morou e trabalhou durante grande parte da vida em São Carlos, cidade onde construiu parte importante da carreira na comunicação.
Velório em Taquaritinga e São Carlos
A despedida acontece nesta sexta-feira (30), em duas cidades. O primeiro velório será no Velório Cristo Rei, em Taquaritinga, das 14h às 16h (horário de Brasília). Em seguida, o corpo segue para São Carlos, onde haverá uma segunda cerimônia no Memorial Sinsef, das 18h às 20h. Depois das homenagens, o corpo será cremado em Piracicaba.
Dezoito anos de carreira na comunicação
Eduardo construiu uma trajetória de 18 anos dedicada à comunicação, passando por redações de rádio e televisão, assessoria institucional e projetos de comunicação corporativa.
Na TV Record, atuou como repórter e produtor em cidades do interior de São Paulo. Também foi âncora da Rádio CBN, em São Carlos. Foi lá que ele trabalhou comigo. Sempre foi um profissional dedicado e muito gentil.
Por mais de dez anos, trabalhou na assessoria de comunicação institucional da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), período em que participou da divulgação de pesquisas científicas, da produção de conteúdo e do relacionamento com a imprensa. Na Rádio UFSCar FM, assumiu ainda a coordenação do jornalismo, à frente da equipe editorial e da definição de pautas.
Mais recentemente, levou a experiência para a comunicação corporativa. Na CDI Comunicação, atuou como roteirista e ghostwriter executivo em projetos para o Google Cloud, produzindo discursos e roteiros para eventos de tecnologia e inovação.
O que é o AVC hemorrágico
O Acidente Vascular Cerebral, o derrame, é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. Ao lado do infarto, integra o grupo das doenças cardiovasculares, que respondem por cerca de 30% dos óbitos anuais no país, segundo o Ministério da Saúde.
Existem dois tipos principais da doença. O isquêmico representa 85% dos casos e ocorre por entupimento de um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro, muitas vezes ligado à pressão alta e a doenças cardíacas. Já o hemorrágico corresponde a 15% dos casos e acontece quando há rompimento de um vaso, com sangramento no tecido cerebral. É menos comum, mas mais grave, com risco elevado de sequelas e morte.
Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC), oito em cada dez casos poderiam ser evitados com controle da pressão arterial, prática regular de exercícios físicos e abandono do cigarro. Os principais fatores de risco são hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e colesterol alto.
Sintomas pedem atendimento imediato
O tempo é determinante no desfecho de um AVC: quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de recuperação sem sequelas. Os sinais aparecem de forma súbita e incluem sorriso torto, fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade para falar ou compreender, dor de cabeça súbita, perda de visão e tontura.
Para reconhecer rapidamente os sintomas, especialistas recomendam o teste chamado de SAMU: pedir que a pessoa sorria, observando se um dos lados do rosto não se move; verificar se consegue levantar os dois braços; pedir que repita uma frase simples; e, diante de qualquer alteração, ligar imediatamente para o 192, já que cada minuto conta.
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