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Combustíveis

Etanol sobe 6,42% em Araraquara e interrompe cinco meses de queda

Preço médio foi de R$ 3,45 para R$ 3,67 em setembro; pesquisa do Sincomercio mostra diferença de até 42% entre postos

Redação|· atualizado em 03/11/2026 às 11:12· 2 min de leitura
Bomba de combustível com três bicos, azul, vermelho e verde, e a etiqueta de etanol em destaque
Imagem ilustrativa: bomba de combustível com bico de etanol Foto: Mario Roberto Duran Ortiz/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O preço médio do etanol subiu 6,42% em Araraquara em setembro e passou de R$ 3,45 para R$ 3,67 o litro. A alta interrompe uma sequência de cinco meses seguidos de queda, de abril a agosto, período em que o combustível tinha recuado de R$ 4,35 para R$ 3,45.

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Os dados são do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara, com base em preços coletados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 17 postos da cidade.

Setembro também marcou a volta da alta nos quatro produtos acompanhados pela pesquisa, depois de dois meses de queda: além do etanol, subiram a gasolina comum, o diesel S10 e o gás de cozinha.

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Diferença de até 42% entre postos

A pesquisa encontrou o litro do etanol entre R$ 2,95 e R$ 4,19 em Araraquara, uma diferença de R$ 1,24, ou 42,03%.

Em um abastecimento de 40 litros, isso significa pagar R$ 118 no menor preço ou R$ 167,60 no maior, R$ 49,60 a mais. O Sincomercio ressalta que esses são os extremos registrados ao longo do mês e que não estavam necessariamente disponíveis na mesma data.

Mesmo com a alta de setembro, o etanol ainda está 6,93% mais barato do que em setembro de 2025. Entre 99 cidades paulistas avaliadas, Araraquara teve o 70º maior preço médio do combustível.

Petróleo pressiona os preços

A economista do Sincomercio Amanda Platas explica que o cenário internacional pesa sobre os preços, mas que o repasse às bombas depende de outros fatores.

"As tensões no Oriente Médio geram incertezas sobre o abastecimento e pressionam os preços internacionais do petróleo e de seus derivados. No Brasil, o efeito sobre os valores nas bombas depende também dos preços praticados por refinarias e importadores, dos custos de distribuição, dos tributos e das margens de revenda. Por isso, o repasse ao consumidor não ocorre de maneira uniforme nem imediata", afirma.

Gasolina, diesel e gás

  • Gasolina comum: subiu 0,52%, de R$ 6,19 para R$ 6,22 o litro. Os preços variaram de R$ 5,49 a R$ 6,89, uma diferença de R$ 70 em um tanque de 50 litros. Em 12 meses, a alta é de 6,63%.

  • Diesel S10: subiu 3,88%, de R$ 6,82 para R$ 7,08, a terceira maior alta mensal do ano. Em 12 meses, acumula 16,7%, a maior alta entre os produtos pesquisados.

  • Gás de cozinha: o botijão de 13 quilos subiu 0,46%, de R$ 118,42 para R$ 118,96. Nas revendas, o preço foi de R$ 100 a R$ 127.

Com diferenças tão grandes entre os postos, o Sincomercio recomenda comparar os preços antes de abastecer, levando em conta também o deslocamento até o posto e o consumo do veículo.

O estudo completo está no site do Sincomercio Araraquara.

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