Feminicídio
'Ela subiu': suspeito confessou feminicídio por telefone à família, diz delegado
Polícia agora acredita que mulher foi morta a tiro, e não a martelada; corpo em mala seria levado a matagal à noite

RESUMOver em 23 segundos
O suspeito de matar uma mulher de 42 anos no Jardim Adalberto Roxo confessou o crime por telefone à família, segundo o delegado de plantão.
Ele usou a gíria "ela subiu" para contar o que tinha feito.
A polícia agora acredita que a vítima foi morta a tiro, e não a martelada; o laudo do IML vai confirmar.
O corpo estava numa mala e seria levado a um matagal à noite; o suspeito segue foragido.
O suspeito de matar uma mulher de 42 anos no Jardim Adalberto Roxo, em Araraquara, confessou o crime por telefone à própria família, segundo o delegado de plantão da Polícia Civil que atendeu a ocorrência na sexta-feira (30). Ele usou uma gíria para contar o que tinha feito: disse que "ela subiu".

O delegado também afirmou que a vítima pode ter sido morta com um tiro, e não com golpes de martelo, como se suspeitou no início. O corpo foi encontrado dentro de uma mala. O suspeito continua foragido.
A primeira informação sobre o crime está nesta matéria, que foi atualizada com os dados passados pelo delegado.
A confissão por telefone
Segundo o delegado, a Polícia Militar acionou o plantão, e a equipe foi até o local, onde encontrou o corpo da mulher. Os policiais ouviram pessoas que estavam ali, entre elas a irmã e a sobrinha do suspeito.
"Elas nos informaram que ele, por telefone, acabou confessando a autoria do crime", disse o delegado. Segundo ele, o suspeito ligou para a família e usou a expressão "ela subiu", uma gíria para dizer que tinha cometido o feminicídio.
Tiro, e não martelo
O SAMU constatou a morte, e a perícia foi chamada. O delegado contou que o local tem acesso difícil e pouca iluminação, e que ainda há pouca informação sobre como o crime foi cometido.
"Pelo ferimento, a primeira tratativa que nós tivemos, parecia que tivesse sido um golpe. Mas depois, olhando com um pouco mais de calma, aparentemente foi um disparo de arma de fogo", explicou. O resultado definitivo depende do laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Corpo seria levado para matagal
A polícia acredita que o suspeito pretendia voltar à noite para se livrar do corpo. "Há uma área de matagal próxima do imóvel em que ele reside. Então nós acreditamos que ele voltaria ali no período noturno, exatamente para tentar desovar o corpo", afirmou o delegado.
Relação de idas e vindas
Sobre a motivação, o delegado disse que, segundo pessoas próximas, os dois tinham uma relação amorosa de idas e vindas. Essas pessoas relataram à polícia a suspeita de uma traição, e a hipótese é de que o crime tenha sido uma vingança. A motivação ainda será investigada.
Buscas continuam
Várias viaturas da Polícia Militar fazem buscas na região, e a Polícia Civil também trabalha para localizar o suspeito.
"Qualquer informação para a gente é relevante nesse momento", disse o delegado. Quem souber de algo pode avisar a Polícia Militar, pelo 190, ou a Polícia Civil, pelo 197.
Em caso de violência contra a mulher, a Central de Atendimento à Mulher atende pelo 180, 24 horas por dia, de graça.
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