29/04/2020 às 07h30min - Atualizada em 28/04/2020 às 20h14min

Veja os relatos de Araraquarenses que foram infectados pela Covid-19

Por Brenda Bento


A Prefeitura de Araraquara publicou um vídeo no Facebook com o relato de moradores que contraíram a Covid-19. São quatro moradores de diferentes idades, bairros e profissões, relataram as experiências enfrentadas durante os sintomas da doença. 

É o caso da farmacêutica Vilma Bernadete Barreira, de 53 anos, moradora da Vila Xavier, que recebeu o diagnóstico do coronavírus em 23 de março. "Precisei de internação, seis dias em isolamento e 11 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)."

Vilma ressaltou no depoimento dela a importância do isolamento social. "Eu cuido do meu pai à noite e graças ao isolamento social que eu fiz logo que eu comecei a sentir os primeiros sintomas, eu mudei toda a estrutura de cuidados com ele. Eu não o vi mais, desde então e, graças a Deus, ele não desenvolveu nada." 

De acordo com a farmacêutica, diferente dela que não tem nenhuma comorbidade, o pai de 88 anos tem enfisema pulmonar e alzheimer. 

O serralheiro Reginaldo Adriano Firmino, de 40 anos, é morador do Oitis e relata que os sintomas da doença apareceram com uma simples tosse. "Me isolaram, monitorado diariamente."

Para Firmino, a pior parte do isolamento social e da doença é ficar longe do filho. "Isso é o que dói, você não estar perto de quem você ama." 

A enfermeira Jéssica Perego, de 35 anos, mora no Yolanda Ópice e contou que não teve contato com nenhum contaminado. "Minha contaminação foi comunitária, talvez por falta de cuidado em algum momento."

Jéssica, que já está curada, relembrou as dificuldades do período de isolamento. "Ficar distante das pessoas que amo, distante da minha família, não foi fácil."

A médica ginecologista e obstetra Larissa Crispim, de 33 anos, é moradora do Jardim dos Flamboyants, mas também atua em São Paulo. "Já tem uns 12, 13 dias, já estou em fase da cura da doença, eu e meu marido." 

De acordo com a médica, ela e o marido tiveram sintomas como: tosse, canseira, falta de ar, mas não ao ponto de precisar de internação, perda de olfato, paladar, dores abdominais e diarreia. "Não tivemos febre em nenhum momento, embora seja um sintoma bem comum", disse.

Pedido Especial

Todos os moradores que contraíram o coronavírus tem um único pedido para todos: Fiquem em casa!

"Então, por favor, fiquem em casa. Não esperem que o novo coronavírus tenha um nome na família de vocês ou de algum parente ou algum amigo", pediu a farmacêutica. 

"Vamos ficar dentro de casa, gente. Pensar bem, [pensar] que não é uma brincadeira", disse o serralheiro. 

"Façam o isolamento, sigam as instruções, fiquem em casa", pediu a enfermeira. 

"Se resguardem, fiquem a maior parte do tempo possível dentro de casa. Saiam de casa somente para atividades estritamente necessárias porque assim a gente consegue espaçar mais o número de pessoas doentes porque infelizmente a maior parte da população vai entrar em contato com esse vírus. Só que quanto mais tempo para a gente demorar para que as pessoas fiquem doentes, melhor. Se todo mundo fica doente ao mesmo tempo, vão ser muitos casos graves ao mesmo tempo e nós não vamos dar conta, seja no sistema público ou no privado", reforçou a médica. 

 


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