Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Araraquara Agora
Publicidade

Se aconteceu AGORA, é notícia aqui!

PublicidadeGrupo de WhatsApp do portal
Publicidade
MRV — Residencial Flora (2)
Publicidade

Sessão da Câmara

Câmara aprova por unanimidade proposta de transporte escolar enviada pelo prefeito Lapena após veto a projeto da oposição

Projeto do Executivo garante regras claras para o transporte gratuito a alunos da rede municipal

Cassiane Chagas|· atualizado em 08/10/2025 às 16:36· 5 min de leitura
Câmara aprova por unanimidade proposta de transporte escolar enviada pelo prefeito Lapena após veto a projeto da oposição
Após vetar proposta de vereadores, prefeito Lapena envia à Câmara projeto sobre transporte escolar, aprovado por unanimidade Foto ilustrativa.

 

ENTRE EM NOSSO GRUPO DE WHATZAP

 

Atualização para descrever a fala do vereador Aluisio Boi (MDB)

 

Os vereadores de Araraquara aprovaram, por unanimidade, na Sessão da Câmara desta terça-feira (7), o Projeto de Lei nº 285/2025 encaminhado pelo prefeito Lapena, que autoriza a concessão de transporte escolar aos alunos da rede municipal de ensino.

 

O texto determina que terão direito ao transporte gratuito os estudantes que residam a 2 quilômetros ou mais da escola, além daqueles que, independentemente da distância, vivem na zona rural ou em locais com obstáculos que impeçam o acesso à escola, como rodovias, rios ou muros extensos.

 

A aprovação representa o desfecho de uma série de discussões e polêmicas em torno do tema, iniciadas após a publicação do Decreto nº 13.803/2025, em 22 de janeiro, que limitava o benefício apenas aos alunos que moram a uma distância mínima de 2 km da unidade de ensino.

 

 

A decisão havia deixado cerca de 800 crianças sem o transporte escolar, gerando forte reação de pais, vereadores e comunidades escolares.

 

 

Polêmica e recuo do Executivo

 

O decreto publicado no início do ano foi amplamente criticado, pois, até então, o transporte era oferecido também a alunos que moravam a distâncias menores, mas enfrentavam obstáculos físicos ou áreas de risco, como terrenos baldios ou vias perigosas.

 

Com a repercussão negativa, a Câmara criou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os impactos da medida. Após pressão popular e política, o prefeito voltou atrás e restabeleceu o transporte para estudantes que dependiam do serviço, ainda que não se enquadrassem no critério de distância mínima.

 

 

Por que foi aprovado agora?

 

A aprovação da nova lei que regulamenta o transporte escolar foi resultado de um diálogo entre o prefeito, o secretário da Educação e o líder do governo na Câmara, segundo informou o vereador Aluísio Boi (MDB). De acordo com Boi, o objetivo da norma é estabelecer regras claras para o serviço, evitando o chamado “boca a boca”, que, segundo ele, gera preocupação entre os pais.

 

 

“Essa lei vai dar condições para o poder público nortear o que pode ou não no transporte escolar. Há várias normativas que vão definir quem tem direito ao transporte, mesmo que a distância até a escola seja inferior a dois quilômetros”, explicou o parlamentar.

 

Entre os critérios previstos, estão situações em que o trajeto dos estudantes envolve rodovias e ferrovias sem passarela ou semáforo, além de locais considerados desertos ou inseguros.

 

 

“Quando se colocam os critérios, isso significa que toda criança vai ter direito ao transporte”, completou Aluísio Boi.

 

 

Leia Também

 

Executivo reapresenta proposta e obtém aprovação

 

Na sessão desta terça-feira (7), o prefeito Lapena encaminhou um novo projeto, com conteúdo semelhante ao que havia sido apresentado anteriormente pelos vereadores da oposição, mas agora como proposta do Executivo.

 

O texto foi aprovado por unanimidade, o que encerra o impasse e consolida o direito ao transporte escolar gratuito para os alunos da rede municipal.

 

A manobra, porém, foi vista como estratégia política do governo, que vetou um projeto da oposição para depois apresentar proposta idêntica sob sua autoria. Não é a primeira vez que o Executivo adota esse procedimento em relação a proposições vindas de vereadores não alinhados à base governista.

 

 

Outros projetos aprovados

 

 

A sessão também aprovou 16 outros projetos — de um total de 21 pautados. Um foi rejeitado e três foram retirados pelos próprios autores.Entre os destaques, o projeto da vereadora Filipa Brunelli (PT), aprovado por unanimidade, torna obrigatória a divulgação mensal da lista de pessoas desaparecidas em Araraquara, com foco em crianças e adolescentes. A publicação deverá ocorrer com autorização da família ou responsável, incluindo foto e contatos de órgãos públicos envolvidos no caso.

 

Já o Projeto de Enfrentamento à Crise Climática nas Escolas, de Guilherme Bianco (PCdoB), foi prejudicado por nove votos favoráveis e oito contrários, mas poderá ser reapresentado futuramente.

 

Outras propostas, como a da vereadora Fabi Virgílio (PT), que criava o selo “Patrimônio Histórico Comercial do Município de Araraquara”, foram retiradas de pauta a pedido da autora.

 

 

Denominações e medidas urbanísticas

 

Vias públicas e dispositivos viários em diferentes bairros, como Milano Residencial, Jardim das Siriemas e Quinta do Salto Ecco Residence, receberam novas denominações propostas pelos vereadores Rafael de Angeli (Republicanos), Coronel Prado (Novo) e Michel Kary (PL).

 

Outros projetos do Executivo aprovados incluem a adequação da estrutura do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), a doação de área ao Daae, e a inclusão de novos documentos exigidos para o licenciamento de transportadores escolares.

 

Também foi aprovado o PL 298/2025, que revoga uma lei de 2024 sobre permuta de bens públicos entre o Município e o Daae, após irregularidades apontadas pelo Ministério Público, que questionou critérios de avaliação dos imóveis e possível violação à Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

 

Homenagens e moções

 

 

Foram concedidos títulos e honrarias a diversas personalidades: Diploma de Honra ao Mérito à deputada estadual Thainara Faria (PT), Título de Cidadã Araraquarense à deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), e reconhecimentos ao empresário José Eduardo Delfini e ao fotógrafo Benedito Reginaldo Viviani (Tetê Viviani).

 

Entre as moções aprovadas, destacam-se as de apoio à Unesp de Araraquara, pelo desenvolvimento de uma técnica para detectar metanol em bebidas alcoólicas, e ao Projeto Guri, além de moções de repúdio contra demissões de professores em licença-saúde, o uso de coletes balísticos vencidos pela PM, e o encerramento do período integral da EMEF Gilda Rocha de Mello e Souza.

 

A íntegra dos projetos aprovados está disponível para consulta no Site da Câmara de Araraquara.

 

🟡 Esta notícia foi publicada originalmente no grupo do portal Araraquara Agora do WhatsApp. Não está nele? Clique aqui e entre agora: https://encurtador.com.br/EVkIm

 

 

 

CompartilheWhatsAppFacebookXTelegramE-mail

Leia também

Comentários

O comentário passa por aprovação antes de aparecer. Guardamos apenas o nome e o texto que você escrever.

Publicidade
MRV — Residencial Flora