Sistema prisional
SAP se pronuncia após denúncias de surto de virose na Penitenciária de Araraquara
Familiares relatam desmaios, falta de medicamentos e atendimento precário; SAP confirma casos

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A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) se manifestou nesta terça-feira (18) após a circulação de relatos sobre um possível surto de virose aguda na Penitenciária de Araraquara. Familiares de detentos afirmam ao Portal Araraquara Agora que a situação dentro da unidade é preocupante. Faltam medicamentos, o atendimento médico precário e há registros de sintomas como febre, desmaios, vômito e diarreia. A SAP confirma que houve casos, mas nega falta de remédios e diz que não há presos doentes no momento.
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Famílias relatam sintomas graves e falam em ‘cadeia inteira com virose’
Ao longo do final de semana, parentes que estiveram na penitenciária relataram temor por um possível surto entre os custodiados. Segundo familiares, os presos enfrentaram quadro generalizado de doença diarreica aguda, com sintomas como mal-estar, desidratação, dores abdominais e episódios de desmaio.
“A cadeia inteira está com virose. Todo mundo muito mal”, relatou uma das famílias. Outras pessoas afirmaram que “tem muita gente desmaiando e com febre”.
A preocupação se intensificou após relatos de que os presos estariam sem medicamentos e recebendo pouca atenção médica diante do agravamento do quadro clínico. “Por favor!! Familiares estão muito preocupados”, pediu uma parente ao descrever a situação.
Uma mulher, que preferiu não se identificar, afirmou que a assistência é insuficiente. “Eles estão largados lá dentro. Ninguém leva a sério as reclamações. Tem gente desmaiando, tem gente que não consegue sequer sair da cama. Tem parente que nem pode entrar para a visita, com medo de se contaminar.”
Aumento de atendimentos na enfermaria reforça alerta
Informações apuradas junto a fontes do sistema prisional apontaram que, nos últimos dias, houve um crescimento significativo na busca por atendimento na enfermaria da penitenciária. Segundo profissionais que acompanham a rotina da unidade, os presos que procuraram assistência relatavam sintomas clássicos de virose aguda — especialmente vômito, diarreia, mal-estar intenso e desidratação.
Como protocolo para quadros infecciosos desse tipo, a unidade tem utilizado a administração de soro fisiológico para reposição de líquidos e eletrólitos perdidos, especialmente nos casos mais debilitados. Apesar disso, familiares contestam a eficácia das medidas e dizem que o atendimento é precário diante do número de ocorrências.
O que diz a SAP
Após questionamentos do Portal Araraquara Agora, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) enviou uma nota oficial confirmando que alguns custodiados apresentaram sintomas de vômito e diarreia, mas afirmou que todos foram atendidos dentro da própria unidade, receberam medicamentos e cuidados clínicos, e não houve necessidade de internação ou encaminhamento externo.
A pasta, no entanto, não informou quantos detentos foram diagnosticados nem respondeu diretamente sobre a existência de um surto.
Segundo a SAP:“Não há presos doentes no momento e não há falta de remédios na unidade.” Sobre a suspeita de surto viral, a Secretaria também evitou confirmar a situação. Em vez disso, explicou que foram adotadas ações de prevenção para contenção de doenças virais dentro dos pavilhões.
A SAP informou que foram enviados informativos aos policiais penais, reforçando orientações para:
- intensificar a lavagem das mãos,
- melhorar a higienização de utensílios,
- e fortalecer práticas básicas de prevenção.
Nota completa da SAP
“A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa que alguns custodiados da Penitenciária de Araraquara apresentaram sintomas como vômito e diarreia. Os homens foram atendidos na própria unidade, receberam medicamentos e cuidados clínicos, sem necessidade de internação ou encaminhamento externo. Não há presos doentes no momento e não há falta de remédios na unidade.
Foram emitidos informativos aos policiais penais responsáveis pelos pavilhões, reforçando orientações para intensificar a lavagem das mãos, aprimorar a higienização de utensílios utilizados pelos internos e fortalecer as práticas básicas de prevenção de doenças virais”.
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