Prefeitura garante pagamento de horas extras em 10 dias; Sismar chama reunião

Administração confirmou o pagamento do 13º até dia 19 de dezembro

Por Cassiane Chagas -
5 Min

Prefeitura garante pagamento de horas extras em 10 dias; Sismar chama reunião
Prefeitura promete pagamento de horas-extras atrasadas dos servivores em até 10 dias.

 

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A Prefeitura de Araraquara anunciou nesta quinta-feira (4) um novo prazo para quitar as horas extras atrasadas dos servidores municipais. A administração se comprometeu a realizar o pagamento dentro de 10 dias, até 15 de dezembro, após forte pressão da categoria e do Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar). Além disso, o Executivo confirmou que a última parcela do 13º salário será paga até o dia 19 de dezembro, medida que busca amenizar tensões diante do final de ano.

A novidade foi divulgada ao mesmo tempo em que o Sismar intensificou a mobilização dos trabalhadores. O sindicato divulgou reunião para esta sexta-feira (5), às 18h, na sede da entidade, para discutir os atrasos e decidir possíveis ações coletivas. A convocação da assembleia ocorre em um momento de crescente desgaste entre a categoria e a administração. O sindicato já havia orientado servidores a suspenderem a realização de horas extras, classificando o corte e o atraso como “absurdos”.

 

Em comunicado, a entidade reforçou:
“O servidor não pode pagar as contas da Prefeitura toda hora.”

 

O encontro desta sexta deve reunir funcionários prejudicados pelo atraso, que buscam entendimento sobre o que será feito para garantir o pagamento integral dos valores pendentes.

 

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💬 Reação

A insatisfação foi intensa. Alguns servidores expressaram indignação nas redes sociais, apontando contradições, “Quantos cargos comissionados e favores? 900, teria como nos pagar sim”, questionou um comentário. Outro servidor lamentou: “Ele não cortou, pior: ele não pagou as já feitas. Se avisasse que não gerássemos hora extra, não teríamos feito”. Uma servidora afirmou que espera que o sindicato aja para “reverter tudo isso e garantir o que é direito”.

O Sismar também notificou o Ministério Público do Trabalho sobre o não pagamento, o que indica possibilidade de medidas jurídicas, caso a prefeitura não cumpra o novo prazo.

 

Cenário fiscal tenso na Prefeitura

A administração afirma que a adoção da medida se justifica pela “situação caótica” das finanças municipais. Com queda na arrecadação e uma dívida herdada de cerca de R$ 300 milhões com fornecedores, o atual governo diz adotar “medidas emergenciais” para garantir os salários. Entre elas, a suspensão temporária dos pagamentos do prefeito, da vice-prefeita e de secretários, até que haja folga orçamentária.

A gestão ressalta que, mesmo com o aperto, pretende honrar compromissos com o funcionalismo o quanto antes e evitar maiores danos. A expectativa, segundo o Executivo, é que a situação melhore no início de 2026, com aumento de receitas municipais.

 

Pressão financeira e medidas emergenciais da Prefeitura

A administração municipal reconhece que enfrenta uma das piores crises fiscais dos últimos anos. O prefeito Lapena afirmou:

 

“Todo mundo sabe da situação caótica das finanças do município. Herdamos uma dívida impagável e precisamos agir com responsabilidade para pagar os salários em dia.”

 

 

De acordo com a Prefeitura, a crise se deve a:

  • Queda de arrecadação no fim de ano;
  • Dívida aproximada de R$ 300 milhões, herdada da gestão anterior;
  • Aumento da demanda por serviços essenciais;
  • Limitações legais para novos financiamentos ou contração de despesas.

 

Gestão anterior rebate acusações sobre dívida

A assessoria do ex-prefeito Edinho Silva (PT) divulgou nota repudiando as declarações da atual administração. No texto, o ex-chefe do Executivo afirma que entregou a Prefeitura com R$ 137 milhões em caixa, superávit de R$ 16,4 milhões, ou seja, gastou menos do que arrecadou, deixou R$ 6 milhões de IPTU 2025 em caixa e todo o salário de janeiro dos servidores garantido. Deixou ainda 98 obras com recursos assegurados, especialmente junto ao governo federal.

 

Segundo Edinho, o atual governo possui 12 meses de gestão e “não pode transferir responsabilidades”. Ele também demonstrou solidariedade aos servidores afetados pelos atrasos. O atual governo precisa trabalhar, sem desculpas. Precisa cuidar do povo de Araraquara".

 

Um problema que já vinha sendo anunciado

Desde janeiro de 2025, relatórios da Secretaria de Fazenda e Planejamento já indicavam um cenário fiscal preocupante. O secretário Roberto Pereira afirmou em diversas apresentações que as alternativas eram limitadas. “Ou reduzimos despesas, ou buscamos constantemente novos recursos estaduais e federais.”

Cortar gastos, porém, afeta áreas sensíveis como saúde, educação, saneamento e segurança. Já a captação de recursos depende de fatores externos e não gera alívio imediato, um impasse que aprofunda a instabilidade orçamentária.

 

🟡 Esta notícia foi publicada originalmente no grupo do portal Araraquara Agora do WhatsApp. Não está nele? Clique aqui e entre agora: https://encurtador.com.br/EVkIm

 

 

 


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