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Sessão da Câmara

Mesas em praças públicas são liberadas em Araraquara; entenda

Vereadores aprovaram por unanimidade, em segunda votação, projeto que autoriza o uso dos espaços públicos por estabelecimentos comerciais

Geisa Ferreira da Silva|· 5 min de leitura
Mesas em praças públicas são liberadas em Araraquara; entenda
Câmara de Araraquara aprova nove projetos, libera mesas em praças públicas / Praça Bandeiras Foto ilustrativa: Arquivo/ Câmara Araraquara.

 

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Os vereadores de Araraquara aprovam nove projetos, durante sessão da câmara desta terça-feira (27). Destaque para a confirmação, em segundo turno, de uma proposta que autoriza estabelecimentos comerciais a utilizarem praças públicas para a colocação de mesas e cadeiras. A sessão também foi marcada por debates sobre constitucionalidade, criação de novos programas municipais, abertura de créditos orçamentários e pedidos de vista que adiaram votações importantes.

 

Logo no início da Ordem do Dia, os vereadores confirmaram a aprovação do projeto de autoria de Fabi Virgílio (PT) e Aluisio Boi (MDB), que altera dispositivos do Código de Posturas do Município, além das Leis Complementares nº 542/2009 e n° 950/2021. O texto busca esclarecer e regulamentar o uso de praças públicas por bares, restaurantes, lanchonetes, food trucks e ambulantes, algo que, segundo os autores, já era citado de forma genérica na legislação, mas sem detalhamento específico.

Na justificativa, os parlamentares argumentam que a legislação atual menciona o termo “área pública”, porém sem deixar explícito que praças podem ser utilizadas para esse tipo de atividade, desde que haja autorização do Poder Executivo e cumprimento das normas estabelecidas. A mudança, portanto, tem como objetivo dar segurança jurídica tanto para comerciantes quanto para o município.

O texto aprovado estabelece que no uso das praças, fica a critério do Município definir local, horários de funcionamento e demais regras. Também ficam proibidos equipamentos em desacordo com a autorização concedida, além do uso de aparelhos de som, alto-falantes ou qualquer atividade que perturbe a ordem pública.

Outro ponto da proposta determina que os responsáveis pelos estabelecimentos deverão manter a limpeza constante da área ocupada e de seu entorno, varrendo e higienizando o local durante o funcionamento e imediatamente após o encerramento das atividades diárias. O descarte irregular de resíduos em vias públicas segue expressamente proibido.

Projeto foi aprovado, em segunda discussão, por unanimidade, na sessão da câmara de ontem (26)
Projeto foi aprovado, em segunda discussão, por unanimidade, na sessão da câmara de ontem (26)

 

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Parecer de inconstitucionalidade é rejeitado

Outro tema que movimentou a sessão foi a análise de um parecer de inconstitucionalidade emitido pela Comissão de Justiça, Legislação e Redação. Por seis votos favoráveis e nove contrários, os vereadores decidiram rejeitar o parecer que apontava vício formal em um projeto de lei apresentado por Marcelinho (Progressistas) e Alcindo Sabino (PT).

A proposta cria o Programa Municipal de Segurança e Proteção aos Servidores da Saúde, com foco na prevenção de situações de risco, no fortalecimento da segurança nas unidades públicas e na definição de protocolos para proteção de profissionais da área. A comissão havia entendido que o texto invadia competências exclusivas do Executivo, mas o plenário optou por derrubar o parecer.

Com a decisão, o projeto deverá ser incluído na Ordem do Dia da próxima Sessão Ordinária, quando será discutido e votado em seu mérito.

 

Créditos orçamentários somam milhões

A sessão também aprovou três projetos de autoria da Prefeitura que tratam da abertura de créditos adicionais no orçamento municipal. O principal deles autoriza um crédito adicional especial de R$ 13.421.981,10, oriundo de sobras de repasses do Ministério da Saúde e de 20 emendas parlamentares de 2025.

Os valores serão somados a um crédito suplementar de R$ 2.539.022,49, proveniente de recursos remanescentes de dois repasses da Secretaria Estadual de Saúde. Todo o montante será destinado à Secretaria Municipal de Saúde, reforçando o caixa para manutenção e ampliação de serviços.

Outro projeto aprovado autoriza o repasse de R$ 260 mil a 13 entidades inscritas no Conselho Municipal de Assistência Social, com pagamento parcelado entre março e dezembro deste ano. Já o terceiro crédito, no valor de R$ 19.924.743, será destinado ao Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) para custear a construção de oito reservatórios metálicos, com recursos do Governo Federal e superávit financeiro da autarquia.

 

Programa Mais Música nas Escolas

Por unanimidade, os vereadores aprovaram a criação do “Programa Mais Música nas Escolas”, de autoria de Michel Kary (PL). A iniciativa prevê a implantação do ensino musical na rede pública municipal, com aulas teóricas e práticas.

O objetivo é estimular o senso estético, a criatividade, a sensibilidade e o pensamento crítico, além de contribuir para a formação integral de crianças e adolescentes e promover a integração social por meio da música.

 

Descarte irregular de resíduos entra em pauta

Também recebeu aprovação o projeto de Alcindo Sabino (PT) que institui o Programa Municipal de Conscientização sobre o Descarte Irregular de Resíduos. A proposta incentiva a separação correta de materiais recicláveis e não recicláveis, além de apoiar cooperativas e associações que atuam na coleta seletiva.

Estão previstas campanhas educativas, palestras, oficinas, ações de educação ambiental e sinalização de locais adequados para descarte, fortalecendo a política ambiental do município.

 

Pedido de vista adia votação

A votação de um projeto da Prefeitura que propõe a reclassificar atividades econômicas, como bares, lanchonetes e restaurantes sem música ao vivo, foi adiada após pedido de vista do vereador Dr. Lelo (Republicanos). A proposta altera o enquadramento ambiental dessas atividades, reduzindo o nível de interferência ambiental.

 

Requerimentos aprovados e prejudicados

Entre os requerimentos, foi aprovado o Requerimento nº 140/2026, que solicita a criação de uma Câmara Técnica para estudar a implantação do piso salarial dos Agentes de Educação em Araraquara. Já o Requerimento nº 144/2026, que manifestava apoio a um deputado federal, teve a votação prejudicada após placar apertado.

Ainda na sessão desta terça-feira (27), foram aprovadas honrarias. Os detalhes dos projetos podem ser consultados no Site da Câmara de Araraquara.

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Fonte: Câmara Araraquara

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