Imposto de Renda
Declaração do IR 2026 começa na próxima semana; veja regras
Contribuintes de Araraquara e região devem ficar atentos às novas regras e aos documentos necessários

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Os contribuintes de Araraquara e de todo o Brasil já devem se preparar para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. A Receita Federal deverá divulgar oficialmente na próxima segunda-feira (16) as regras detalhadas para o envio das informações referentes ao ano-base de 2025.
Embora o calendário oficial ainda não tenha sido publicado, a expectativa é que o prazo para envio da declaração comece também no dia 16 de março e se estenda até 29 de maio, último dia útil do mês. Esse cronograma segue o padrão adotado nos últimos anos pela Receita Federal.
Para moradores de Araraquara, a orientação é reunir com antecedência todos os documentos necessários e verificar se se enquadram nos critérios de obrigatoriedade. Deixar a entrega para os últimos dias pode gerar erros no preenchimento e aumentar o risco de cair na chamada malha fina.
Outro ponto que tem gerado dúvidas entre os contribuintes neste ano envolve a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, anunciada pelo governo federal.
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Nova faixa de isenção do Imposto de Renda
Desde o início de 2026 passou a valer uma nova política de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. A medida foi amplamente divulgada e começou a impactar diretamente os descontos na folha salarial de muitos brasileiros. No entanto, essa mudança não terá efeito na declaração entregue em 2026.
Isso acontece porque a declaração deste ano refere-se aos rendimentos obtidos ao longo de 2025. Assim, a nova faixa de isenção só será considerada na declaração referente ao ano-base de 2026, que será entregue apenas em 2027. A confusão entre estar isento do pagamento mensal do imposto e a obrigação de entregar a declaração ainda é comum entre os contribuintes. Mesmo pessoas que não pagam imposto mensalmente podem ser obrigadas a prestar contas ao Fisco.
Isso ocorre porque a exigência de entrega do documento depende também de outros fatores, como patrimônio acumulado, ganhos com investimentos e movimentações financeiras.
Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026
Com base nas regras que foram aplicadas no exercício anterior — e que devem ser mantidas neste ano — precisam entregar a declaração os contribuintes que, em 2025, se enquadraram em pelo menos uma das seguintes situações:
💸 Receberam rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias ou aluguéis, acima de R$ 33.888 no ano;
💸 Tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil;
💸 Obtiveram receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440;
💸 Tiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos, como imóveis ou veículos;
💸 Realizaram operações na bolsa de valores que somaram mais de R$ 40 mil no ano;
💸 Fizeram operações de day trade com lucro;
💸 Venderam ações com lucro em meses cujo volume ultrapassou R$ 20 mil;
💸 Possuíam bens ou direitos superiores a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
💸 Tornaram-se residentes no Brasil durante 2025;
💸 Declararam bens ou investimentos no exterior;
💸 Foram titulares de trusts ou estruturas financeiras no exterior;
💸 Atualizaram o valor de bens no exterior ou receberam rendimentos financeiros de entidades estrangeiras;
💸 Optaram pela isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial, desde que o valor tenha sido reinvestido em outro imóvel no prazo de 180 dias.
Esses critérios são utilizados pela Receita Federal para identificar quem deve prestar contas obrigatoriamente ao Fisco.
Quem fica isento do pagamento do imposto
A nova tabela do Imposto de Renda, que ampliou a faixa de isenção para salários de até R$ 5 mil, começou a valer para rendimentos recebidos a partir de 2026. Por isso, os efeitos práticos dessa mudança só aparecerão na declaração que será entregue em 2027.
Atualmente, o limite oficial de isenção permanece em R$ 2.428,80 por mês. No entanto, com os ajustes e deduções aplicadas na tabela do imposto, a isenção efetiva chega a aproximadamente R$ 3.036 mensais, valor equivalente a dois salários mínimos registrados em 2025.
Documentos necessários para declarar
Para preencher corretamente a declaração do Imposto de Renda 2026, é fundamental reunir todos os documentos que comprovem renda, patrimônio e despesas dedutíveis.
Entre os documentos pessoais, o contribuinte deve ter em mãos:
- Documento oficial com CPF, como RG ou CNH;
- Comprovante de endereço atualizado;
- CPF do cônjuge;
- Número do título de eleitor;
- Recibo da declaração do ano anterior;
- Número do PIS, NIT ou inscrição no INSS;
- Informações sobre dependentes ou alimentandos.
- Também é necessário reunir os comprovantes de renda, que incluem:
- Informes de rendimentos de empresas e empregadores;
- Extratos bancários e de aplicações financeiras;
- Relatórios de aluguéis recebidos;
- Informes de previdência privada;
- Rendimentos de programas de incentivo fiscal, como nota fiscal premiada.
Já quem possui investimentos em renda variável deve apresentar:
☑ Notas de corretagem das operações;
☑ Guias DARF pagas ao longo do ano;
☑ Informes de rendimentos fornecidos pelas corretoras.
Restituições devem começar em maio
Seguindo o cronograma tradicional adotado pela Receita Federal, o pagamento das restituições do Imposto de Renda deve começar no final de maio. A expectativa é que o primeiro lote seja liberado em 29 de maio, enquanto o quinto e último lote deverá ser pago em 30 de setembro.
Contribuintes que enviam a declaração mais cedo e sem erros costumam ter prioridade no recebimento, especialmente quando utilizam a declaração pré-preenchida e escolhem receber o valor via Pix.
Informe de rendimentos é essencial
O informe de rendimentos, documento fundamental para preencher a declaração, já deveria ter sido entregue pelas empresas, instituições financeiras e pelo INSS até o dia 27 de fevereiro, último dia útil do mês passado. Esses documentos apresentam todos os valores recebidos ao longo do ano e também as retenções de imposto feitas na fonte.
Caso o contribuinte ainda não tenha recebido o informe, a orientação é solicitar diretamente à empresa responsável ou utilizar a declaração pré-preenchida disponibilizada pela Receita Federal.
Comprovantes que podem aumentar a restituição
Outro grupo importante de documentos são aqueles que permitem deduções no Imposto de Renda, reduzindo o valor a pagar ou aumentando a restituição.
Entre eles estão:
- Informes de planos de saúde;
- Comprovantes de pagamentos a médicos e dentistas;
- Contribuições para fundos de pensão;
- Despesas com educação dentro dos limites permitidos.
Esses comprovantes também deveriam ter sido enviados até o final de fevereiro pelas empresas ou instituições responsáveis.

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Fonte: Agência Brasil
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