Revolta: paralisação fecha creches em Araraquara e pais voltam para casa com filhos

Atraso em pagamentos de terceirizadas afeta unidades de ensino em Araraquara e provoca transtornos para centenas de famílias

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Revolta: paralisação fecha creches em Araraquara e pais voltam para casa com filhos
Paralisação de terceirizados fecha creches em Araraquara e obriga pais a retornarem para casa com os filhos / Foto ilustrativa: Agência Brasil.

 

A paralisação dos trabalhadores terceirizados responsáveis pelos serviços de limpeza, conservação e manutenção em unidades públicas de Araraquara provocou o fechamento de diversas creches e Centros de Educação e Recreação (CERs) na manhã desta quarta-feira (10). O movimento, organizado por funcionários das empresas Soluções, Sangra D'Água e Ecosystem, ocorre em meio a denúncias de atrasos salariais e benefícios pendentes.

O impacto foi imediato para famílias que chegaram às unidades escolares e encontraram os ‘portões fechados’. Sem alternativa para deixar os filhos, muitos pais e responsáveis precisaram retornar para casa.

 

"Não tenho onde deixar meu filho", relatou uma mãe ao ser informada da suspensão das atividades.

 

Outro responsável resumiu o sentimento de frustração diante da situação: "Tive que voltar com a criança para casa."

A paralisação contou com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação (SIEMACO), que convocou os funcionários para uma concentração em frente à Prefeitura de Araraquara.

 

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Prefeitura admite repasses parciais

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (10), a Prefeitura confirmou que realizou apenas parte dos repasses financeiros às empresas terceirizadas.

Segundo o comunicado, a administração municipal informou que vinha mantendo negociações com as empresas nos últimos dias e afirmou ter sido surpreendida pela ausência dos trabalhadores e pela informação de que os salários ainda não haviam sido pagos.

A Prefeitura declarou que intensificou o contato com as empresas para cobrar uma solução imediata e informou que também busca diálogo com os sindicatos para minimizar os impactos à população.

 

"A Prefeitura de Araraquara informa que, mesmo tendo realizado parte dos repasses financeiros às empresas terceirizadas e mantido tratativas diretas e pessoais com cada uma delas nos últimos dias, foi surpreendida na manhã desta quarta-feira pela ausência dos funcionários e pela informação de que os pagamentos ainda não haviam sido efetuados", afirma trecho da nota.

 

O governo municipal também informou que notificou formalmente as empresas envolvidas e que está solicitando cópias das comunicações feitas aos sindicatos.

 

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Creches suspendem atividades por falta de condições de higiene

A ausência das equipes de limpeza levou diversas unidades a suspenderem o atendimento por não conseguirem garantir condições adequadas de funcionamento.

Entre elas está o CER Professora Honorina Comelli Lia, que comunicou oficialmente a interrupção das atividades.

 

"Não haverá aula nesta quarta-feira para nenhum aluno devido às questões de higienização dos espaços e organização necessárias para o funcionamento seguro da unidade escolar", informou a direção.

 

Situação semelhante ocorreu no CER Dona Cotinha de Barros, onde a equipe gestora comunicou a suspensão das aulas em razão da paralisação dos trabalhadores terceirizados.

Segundo o comunicado enviado às famílias, a medida foi adotada porque a escola não conseguiria assegurar condições adequadas de higiene e segurança para receber as crianças.

Lista de unidades afetadas aumenta preocupação

  • Entre as unidades que registraram impactos estão:
  • CER Adelina Leite Amaral (Vila Santa Maria);
  • CER Ângelo Lorenzeti (Altos de Pinheiros);
  • CER Antônio Custódio de Lima (Vitório de Santi);
  • CER Dona Carmelita Garcez (São José);
  • CER Honorina Comelli Lia (Jardim Imperador);
  • CER Leatrice Rodrigues Afonso (Parque Gramado);
  • CER Maria Enaura Malavolta Magalhães (Vale do Sol);
  • CER Professora Amélia Fávero Manini (Água Branca);
  • CER Zilda Martins Pierre (Jardim Paraíso).
  •  

A preocupação é que a paralisação se estenda para outros serviços essenciais, já que os trabalhadores também atuam em postos de saúde, UBSs, áreas verdes, serviços de varrição urbana e controle de acesso em prédios públicos.

 

Pais cobram solução definitiva

Entre os familiares, o sentimento predominante foi de indignação diante da repetição dos problemas envolvendo contratos terceirizados. Muitos questionaram a falta de uma solução permanente para evitar que trabalhadores fiquem sem salários e que serviços essenciais sejam interrompidos. "Todo mês isso? Até quando?", questionou uma mãe.

 

Veja a nota completa da Prefeitura:

 

A Prefeitura de Araraquara informa que, mesmo tendo realizado parte dos repasses financeiros às empresas terceirizadas e mantido tratativas diretas e pessoais com cada uma delas nos últimos dias, foi surpreendida na manhã desta quarta-feira pela ausência dos funcionários e pela informação de que os pagamentos ainda não haviam sido efetuados.

Desde que tomou conhecimento da situação, a Administração Municipal intensificou o contato com as empresas responsáveis para cobrar uma solução imediata e garantir a regularização dos pagamentos aos trabalhadores, inclusive que estabelece um diálogo com os respectivos Sindicatos para não prejudicar os serviços públicos inclusive notificando por escrito, o que estamos solicitando cópias.

A Prefeitura lamenta os transtornos causados à população e aos profissionais envolvidos e informa que está trabalhando para que a situação seja normalizada o mais breve possível.

A Administração Municipal seguirá acompanhando o caso de perto e adotando todas as medidas necessárias para assegurar a continuidade dos serviços públicos.

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