A Prefeitura de Araraquara anunciou a abertura de um edital de chamamento público para selecionar empresas interessadas em assumir a gestão, modernização, operação e exploração comercial do Terminal Rodoviário Leonardo Cruz. A iniciativa integra um plano para enfrentar problemas estruturais do espaço e ampliar os investimentos no principal terminal de transporte da cidade, sem que haja aporte financeiro por parte do município.
O tema voltou ao centro do debate após questionamentos feitos pelo vereador Alcindo Sabino (PT), que solicitou informações atualizadas sobre contratos comerciais, arrecadação, administração do terminal e investimentos em manutenção. A Prefeitura informa as ações realizadas, os recursos aplicados e o andamento do processo que poderá mudar o modelo de administração da rodoviária.
Segundo o Executivo, enquanto a concessão não é concluída, os investimentos seguem concentrados na manutenção das condições mínimas de funcionamento, acessibilidade e segurança, além da recuperação de equipamentos frequentemente danificados por furtos e atos de vandalismo.
O principal destaque da resposta da Prefeitura é o lançamento do Chamamento Público nº 002/2026 (Processo Administrativo nº 13.362/2026), referente ao Processo Administrativo nº 13.362/2026, realizado na modalidade de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI).
O objetivo é permitir que empresas especializadas desenvolvam estudos técnicos para a futura concessão do terminal. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão administrativa, operação, modernização e exploração comercial de toda a estrutura da rodoviária.
Um dos pontos destacados pelo município é que o projeto deverá ser autossustentável, sem qualquer investimento direto da Prefeitura ou pagamento de contraprestações financeiras ao futuro concessionário. O edital também estabelece que os estudos técnicos, que incluem análises de engenharia, mercado, viabilidade econômica e aspectos jurídicos, poderão ser ressarcidos em até R$ 1,5 milhão, valor que será pago exclusivamente pela empresa vencedora da futura concessão.
De acordo com a administração municipal, o edital já está disponível para consulta no site da Prefeitura e encontra-se na fase de cadastramento das empresas interessadas.
Enquanto o novo modelo de gestão é estruturado, a Prefeitura afirma que continua realizando intervenções para preservar o funcionamento da rodoviária. Entre os principais investimentos já executados estão a recuperação superficial e estrutural de quatro plataformas de embarque, que apresentavam afundamentos no piso, comprometendo a segurança de passageiros e veículos.
Também foram realizadas ações de manutenção preventiva no grupo gerador de energia, aquisição de novas louças sanitárias e substituição gradual da iluminação por equipamentos com tecnologia LED, proporcionando maior eficiência energética e redução dos custos operacionais.
Outra melhoria foi a substituição de mobiliários antigos, com a instalação de 12 bancos de concreto modelo Veneza, além da reposição de bancos plásticos utilizados pelos passageiros.
Segundo a Prefeitura, boa parte dos recursos destinados ao terminal é consumida pela necessidade constante de reparar equipamentos danificados e substituir materiais furtados ou vandalizados.
Os dados financeiros encaminhados ao Legislativo mostram que parte significativa das despesas está relacionada à manutenção da infraestrutura. No balancete de despesas do ano de 2026 constam empenhos de aproximadamente R$ 160 mil destinados ao pagamento de energia elétrica da CPFL e outros R$ 8,4 mil para manutenção do elevador da rodoviária.
Já em relação às receitas, os números oficiais indicam que, durante 2025, a arrecadação proveniente dos aluguéis dos espaços comerciais atingiu R$ 132.217,31. Além disso, a exploração de serviços vinculados ao terminal gerou uma receita de R$ 1.379.860,28, valores que ajudam a manter a operação da unidade.
Conforme a Prefeitura, os instrumentos contratuais dos estabelecimentos comerciais instalados na rodoviária estão passando por atualização administrativa. Enquanto o processo é concluído, os comerciantes permanecem utilizando os espaços normalmente e continuam recolhendo os aluguéis ao município.
O conjunto de informações foi apresentado pela Prefeitura em resposta ao Requerimento nº 1050/2026, protocolado pelo vereador Alcindo Sabino, que buscou esclarecimentos sobre a situação administrativa, financeira e estrutural do Terminal Rodoviário.
O parlamentar questionou o estado de conservação da rodoviária e cobrou informações sobre contratos, arrecadação, investimentos e possíveis melhorias para o espaço. Na avaliação do vereador, o terminal necessita de intervenções mais profundas.
"A rodoviária é nossa porta de entrada, está em uma situação de degradação nunca vista antes. É preciso medidas urgentes para que esse espaço público, tão necessário, seja de fato usado com segurança e conforto pela população", afirmou Alcindo Sabino.
A Prefeitura destaca que a proposta de concessão representa uma alternativa para resolver problemas históricos da rodoviária, permitindo que a iniciativa privada realize investimentos estruturais sem comprometer recursos do orçamento municipal.
A expectativa é que o futuro concessionário seja responsável não apenas pela manutenção do prédio, mas também pela revitalização dos espaços comerciais, melhorias na infraestrutura, modernização dos sistemas operacionais e ampliação das oportunidades de exploração econômica do terminal.
Caso o processo avance conforme o cronograma previsto, a concessão deverá estabelecer um novo modelo de gestão para um dos principais equipamentos públicos de mobilidade de Araraquara, buscando oferecer mais conforto, segurança e eficiência aos milhares de passageiros que utilizam diariamente o Terminal Rodoviário Leonardo Cruz. Veja o que diz o documento, AQUI.
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