Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Araraquara Agora
Publicidade

Se aconteceu AGORA, é notícia aqui!

PublicidadeGrupo de WhatsApp do portal
Ibovespa171.006 pts -2,68%
atualizado em 28/10 às 17:18
Publicidade
MRV — Residencial Flora
Publicidade

Lista de boicote

Após eleição, OAB repudia perseguição política em Araraquara

Nota sai enquanto lista que pede boicote a comércios de eleitores do PT circula nas redes; MPT segue recebendo denúncias

Redação|· 3 min de leitura
Comerciário de costas baixando a porta de aço de uma loja ao fim da tarde
Imagem ilustrativa: listas que pedem boicote a comércios por causa do voto dos donos circulam pelas redes sociais e por grupos de WhatsApp Imagem ilustrativa gerada por IA
RESUMOver em 29 segundos
  • A OAB de Araraquara divulgou nota nesta quarta-feira (28) em que repudia a exposição, a intimidação e a perseguição de pessoas por causa de opinião política.

  • A nota sai enquanto circula na cidade a lista "Onde você escolhe gastar seu dinheiro", que pede boicote a comércios de eleitores do PT e já foi alvo de denúncias ao Ministério Público.

  • A OAB de Matão também se manifestou e lembra que a Lei 9.029/1995 proíbe discriminação na contratação e no emprego.

  • O Ministério Público do Trabalho segue recebendo denúncias de assédio eleitoral, inclusive de represálias depois do resultado.

A 5ª Subseção da OAB de Araraquara divulgou nesta quarta-feira (28) uma nota oficial em que repudia a exposição, a intimidação e a perseguição de pessoas por causa das opiniões políticas. A manifestação vem três dias depois do segundo turno que reelegeu Lula, em meio a uma onda de listas de boicote que circulam pelas redes sociais.

Publicidade
Eixo - Lettera

"A Ordem repudia veementemente qualquer iniciativa de exposição, intimidação, perseguição ou discriminação de cidadãos e profissionais em razão de suas opiniões políticas", diz o texto, assinado pela diretoria da subseção.

A OAB afirma que a divergência de pensamento é legítima, mas que "a liberdade de expressão não autoriza práticas abusivas que atentem contra a honra, a dignidade ou os direitos individuais". E faz um alerta: essas condutas, quando configurarem ilícitos, "poderão ensejar responsabilização civil e criminal, inclusive mediante a adoção das medidas judiciais cabíveis pelos prejudicados".

LEIA TAMBÉM

Lista circula em Araraquara

Depois da derrota de Flávio Bolsonaro (PL), apoiadores do candidato passaram a divulgar, em várias partes do país, listas que pedem boicote a comércios cujos donos seriam eleitores do PT. Há também relatos de pressão pela demissão de funcionários identificados com a esquerda.

Em Araraquara, circula pelas redes sociais e por grupos de WhatsApp uma lista intitulada "Onde você escolhe gastar seu dinheiro". A reportagem apurou que a lista já foi alvo de denúncias ao Ministério Público. Na cidade, Lula venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno.

OAB Matão também se manifesta

A 82ª Subseção da OAB, de Matão, também publicou nota nesta quarta-feira. O texto, assinado pelo presidente Fábio Aparecido Alberto, repudia "qualquer forma de discriminação, preconceito, hostilidade ou perseguição em razão de posicionamento político, raça, cor, origem ou região do país".

"A divergência política é legítima e faz parte da democracia. A discriminação, entretanto, não pode ser tolerada", afirma a subseção.

No trabalho, a OAB Matão lembra que a recusa de contratação, a imposição de condições desiguais, o assédio e a dispensa motivada por preconceito podem violar a legislação trabalhista, "especialmente a Lei nº 9.029/1995", que proíbe práticas discriminatórias na contratação e na manutenção do emprego. Os responsáveis, segundo a nota, ficam sujeitos à responsabilização civil e trabalhista.

MPT segue recebendo denúncias de assédio eleitoral

O Ministério Público do Trabalho (MPT) afirma que continua atento ao tema. Em publicação compartilhada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), o órgão diz que "continua recebendo denúncias de assédio eleitoral mesmo com o fim das eleições".

Segundo o MPT, "podem ser denunciadas tanto as condutas praticadas durante a campanha quanto as que surgiram depois do resultado, como ameaças de demissão, recusa de contratação e outras represálias por causa do voto".

"O voto é livre e secreto. Ninguém é obrigado a revelar em quem votou, e ninguém pode ser punido pela escolha que fez", diz a publicação.

Como denunciar

Quem sofreu ou presenciou esse tipo de pressão pode fazer a denúncia pela página de denúncias do MPT, de forma remota e sigilosa. O órgão orienta guardar provas, como prints, áudios, mensagens e nomes de testemunhas, que ajudam na apuração.

CompartilheWhatsAppFacebookXTelegramE-mail

Leia também

Comentários

O comentário passa por aprovação antes de aparecer. Guardamos apenas o nome e o texto que você escrever.

Publicidade
MRV — Residencial Flora