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07/01/2022 às 10h02min - Atualizada em 07/01/2022 às 10h02min

Cesta básica araraquarense ficou 7% mais cara em 2021

Café, açúcar e margarina foram os produtos que ficaram mais caros no último ano

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil/ Arquivo

A cesta básica ficou 7% mais cara entre janeiro e dezembro de 2021, segundo levantamento mensal do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara.

 

No acumulado dos 12 meses do último ano, os produtos que tiveram alta nos preços foram:

 

  • Café torrado moído (79,3%);
  • Açúcar refinado (58,2%);
  • Margarina vegetal (33,6%).

 

Já os itens que ficaram mais baratos foram:

 

  • Batata (-44,6%);
  • Arroz branco (-17,6%);
  • Queijo muçarela (-11,9%).

 

Dos 32 itens analisados no estudo, 27 apresentaram alta de preço em 2021, sendo que, destes, 25 aumentaram mais que 5%. No mesmo período, apenas três quedas foram superiores a 5%.

 

No grupo de alimentação, que impacta mais fortemente a cesta analisada, 74% dos produtos alimentícios apresentaram elevação de preços no último ano.

 

Para Ícaro Zancheta, pesquisador do Sincomercio, o resultado foi impulsionado por diversos fatores.

 

Os choques de oferta e demanda, a desarticulação de cadeias produtivas, a crise hídrica e os problemas climáticos, além da taxa de câmbio elevada e as incertezas geradas pela Covid-19, entre outras causas, propiciam essa elevação generalizada dos preços.”

 

Os números de 2021 foram consolidados após o Núcleo de Economia fechar a pesquisa de dezembro, que registrou aumento de 0,1%.

 

Com isso, o valor da cesta básica araraquarense ao fim do ano foi de R$ 840,63, enquanto em novembro a mesma cesta custava R$ 839,83.

 

Os produtos que mais subiram no último mês de 2021 foram:

 

  • Cebola (22,5%);
  • Café torrado (9,1%);
  • Sabão em pó (5,3%);
  • Alho (3,5%)
  • Creme dental (3,3%).

 

As maiores quedas foram observadas nestes itens:

 

  • Batata (-31,8%);
  • Frango inteiro (-7,5%);
  • Salsicha avulsa (-7,2%);
  • Feijão carioca (-3,5%);
  • Queijo muçarela (-3,1%).

 

 

Comparativo anual e salário mínimo

 

Avaliando a inflação acumulada desde janeiro de 2020, a cesta básica monitorada pela pesquisa atingiu alta de 34,48% em dezembro de 2021.

 

O grupo de alimentação está 36,30% mais caro, o de higiene pessoal 20,42% e os produtos de limpeza doméstica 36,42%. Dentro deste levantamento, os itens que mais aumentaram de preço foram: óleo de soja (137,3%), café torrado (107,6%) e açúcar refinado (92,7%). E apenas dois produtos ficaram mais baratos: novamente a batata (-8,5%) e o desodorante spray (-6,1%).

 

Já na comparação com o salário mínimo, o custo médio da cesta básica em Araraquara representa atualmente 76,42% do valor vigente. Ou seja, 0,07 ponto percentual acima do registrado no mês anterior, de 76,35%, e 1,27 ponto percentual acima do registrado no mesmo mês do ano anterior, quando, em dezembro de 2020, o valor da cesta básica representava 75,15% do salário mínimo vigente à época. Em dezembro de 2019, período anterior à pandemia, a cesta básica representava 62,64% do salário mínimo do araraquarense.

 

Um trabalhador que recebe o piso nacional vigente de R$ 1.100,00, em dezembro, precisou dispor de aproximadamente 168 horas e 8 minutos para adquirir os produtos da cesta. Essa jornada é superior ao mês anterior, novembro, quando eram necessárias 168 horas e 6 minutos de trabalho para consumir a mesma quantidade de produtos”, afirma Zancheta.


Fonte: Sincomércio Araraquara


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