21/03/2022 às 07h03min - Atualizada em 21/03/2022 às 07h03min

Dia Mundial da Infância: saúde mental de crianças e adolescentes também deve ser motivo de atenção

Especialista comenta quais fatores podem sinalizar o mal-estar psicológico dos mais jovens

Canva/ Ilustração

Diferente do Dia das Crianças, mais voltado ao comercial, o Dia Mundial da Infância surgiu a partir de uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a fim de conscientizar a população sobre a necessidade de garantir a boa saúde, formação social, educacional e de valores para os mais jovens.

 

A data ainda serve como lembrete do porquê a saúde mental de crianças e adolescentes também deve ser motivo de atenção.


Segundo a psicóloga Thais Zanin, dar foco a essa questão é essencial para que crianças e adolescentes tenham qualidade de vida em seu desenvolvimento.

 

Especialmente nos primeiros anos de vida, em que uma boa saúde mental funciona como base para se relacionarem com o mundo externo. Quando afetada, pode interferir no raciocínio, nas emoções e comportamentos.”


A especialista ainda explica que as pessoas estão sujeitas a problemas psicológicos em qualquer fase da vida, sejam eles causados pelo meio externo ou fatores genéticos. Porém, é na infância que muitas dessas complicações têm origem e, se não tratados corretamente podem se estender para a vida adulta, inclusive de modo mais intenso.

 

A grande questão é que as crianças têm mais dificuldade para expressar suas angústias e mesmo quando o fazem, podem ser confundidas erroneamente com algum tipo de pirraça.”


Dessa forma, é imprescindível que os pais, adultos ou quaisquer outros responsáveis se atentem a alguns fatores que podem indicar que a criança não está bem psicologicamente, como medo excessivo, introspecção e isolamento, alterações de peso, problemas de concentração, alterações de sono, agressividade, compulsões, tristeza e dificuldade para fazer amigos.


Zanin ainda afirma ser importante procurar entender qual motivo está levando aos sintomas de ansiedade e até mesmo crises de pânico e, frente a isso, criar estratégias para desviar a atenção deste fator problemático.

 

Falar sobre emoções é um fator que gera desconforto aos pais, mas isso também deve ser revisto, pois estabelecer uma relação afetiva positiva com os filhos é abrir portas para a promoção de um diálogo saudável.”


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