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A Prefeitura de Araraquara afirma que o município enfrenta “crise financeira de R$ 1,1 bilhão deixada por gestões anteriores”. De acordo com a nota oficial da gestão Lapena, os débitos incluem R$ 212 milhões em obrigações de curto prazo, R$ 562 milhões em dívidas de longo prazo, R$ 60 milhões em serviços contratados ainda não executados, R$ 195 milhões em processos judiciais, que podem “agravar ainda mais a situação financeira da cidade”, e R$ 42 milhões em despesas não empenhadas.
"Nossa prioridade é reorganizar as contas e garantir que os serviços públicos funcionem de forma eficiente", declarou o prefeito Dr. Lapena.
O ex-prefeito Edinho Silva, em contraponto, negou os números apresentados pela administração atual. Nas redes sociais, antes mesmo da audiência pública, ele defendeu a gestão de sua administração, afirmando que deixou a Prefeitura com um superávit orçamentário de R$ 16,4 milhões e R$ 137 milhões em caixa.
“Fechamos 2024 com superávit orçamentário de R$ 16,4 milhões, além de R$ 137 milhões em caixa!”, disse Edinho, destacando ainda a entrega de 250 obras públicas durante seus dois mandatos, com investimentos superiores a R$ 354 milhões.
Além disso, Edinho afirmou que deixou uma planilha com 98 obras em andamento, licitação ou em fase de projeto, somando R$ 385 milhões, com recursos garantidos por meio de articulação com o Governo Federal.
“A Prefeitura fechou o ano de 2024 com superavit orçamentário R$ 16.402 milhões, inclusive R$ 65 milhões de convênios para que a gente garanta as obras e execução. Também, perante o artigo 42, a Prefeitura, no período contabilizado, teve receita de R$ 1,25 bilhão. No dia 31/12/2024, no caixa da prefeitura tinham R$135 milhões, R$ 6 milhões de IPTU de 2025 que eu não usei, além de toda a folha de pagamento dos servidores”, disse.
“A atual gestão de Araraquara, liderada pelo prefeito Dr. Lapena, enfrenta um grave desafio financeiro: dívidas isoladas e de longo prazo que, juntas, somam R$ 1,1 bilhão, herdadas da administração do ex-prefeito Edinho Silva (PT). Os números alarmantes foram apresentados pelo secretário de Planejamento e Finanças, Roberto Pereira, durante audiência na Câmara Municipal na noite desta sexta-feira (21). Na ocasião, ele detalhou a composição desse passivo, que impacta diretamente a capacidade de investimento da cidade e exige medidas urgentes para a recuperação das finanças públicas.
A dívida inclui R$ 212 milhões em obrigações de curto prazo, R$ 562 milhões em débitos de longo prazo, R$ 60 milhões em serviços contratados ainda não executados, R$ 195 milhões em processos judiciais que podem agravar ainda mais o rombo financeiro e R$ 42 milhões em despesas não empenhadas, as ‘pedaladas fiscais’. Destaca-se que 75% das pedaladas são da área da Saúde, administrada por Eliana Honain. Diante desse cenário, o governo Lapena adota medidas enérgicas para contornar a crise e impedir que a cidade entre em colapso financeiro.
‘Sabemos da gravidade da situação, mas não vamos nos abater. Nosso compromisso é reorganizar as contas e garantir o funcionamento dos serviços públicos’, declarou o prefeito Lapena.
A administração atual busca apoio também do governo estadual para levantar recursos e fortalecer os cofres municipais. A estratégia também passa pela revisão de contratos, corte de gastos supérfluos e uma gestão mais eficiente dos tributos municipais.
‘Nosso foco é garantir que a cidade tenha condições de se recuperar. Já estamos articulando projetos e obras com o governo estadual para viabilizar investimentos que possam aliviar as contas e permitir a continuidade das melhorias’ , reforçou Lapena.
A atual gestão também pediu o apoio da Câmara Municipal para aprovar medidas que garantam o saneamento das finanças e permitam a retomada do crescimento da cidade. Segundo o prefeito, a reconstrução de Araraquara exige compromisso e responsabilidade, sem que cada decisão seja politizada.
Apesar dos desafios impostos pela dívida herdada, a administração demonstra determinação em enfrentar a crise e trabalhar por um futuro mais equilibrado e próspero para Araraquara”.