Prefeitura propõe novo reajuste após greve em Araraquara; piso de R$ 2,3 mil

Categoria vai decidir em assembleia nesta sexta se aceita proposta ou mantém paralisação

Por Cassiane Chagas -
3 Min

Prefeitura propõe novo reajuste após greve em Araraquara; piso de R$ 2,3 mil
Governo propõe reajuste e piso de R$ 2,3 mil após pressão de servidores em greve / Foto: reprodução

 

 

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Após três dias de greve dos servidores Araraquara, a Prefeitura apresentou uma nova proposta de reajuste salarial da categoria. O anúncio foi feito pelo prefeito Lapena (PL) nesta quinta-feira (22), durante coletiva de imprensa. A medida tenta conter a paralisação que se mantém desde o início da semana.

 

 

Segundo o prefeito, a proposta foi construída com base em critérios técnicos e dentro dos limites da responsabilidade fiscal. “Não tem dinheiro para ir além disso. É um impacto de R$ 40 milhões. Dentro desta questão de responsabilidade fiscal, é o que podemos oferecer”, afirmou Lapena.

 

 

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A nova proposta do governo municipal inclui:

✔ Instituição de um piso salarial de R$ 2,3 mil, beneficiando servidores com menores vencimentos. Isso representa um aumento de R$ 1.708 para R$ 2.300,00 para cerca de 35% dos servidores da Prefeitura, 28% do DAAE e 10% da Fungota;

✔ Reajuste salarial de 5,53%, equivalente ao IPCA acumulado até abril de 2025, para servidores com vencimentos acima de R$ 2.300,00;

✔ Acréscimo de R$ 100 no auxílio-alimentação, que passará a ser de R$ 540 fixos;

✔ Manutenção do bônus-alimentação de R$ 410, totalizando R$ 950 somados ao novo valor do auxílio.

 

Queremos fazer com que o menor salário da Prefeitura seja de R$ 2,3 mil. Isso vai permitir que tenham um pouco menos de dificuldade. Eu vejo uma grande valorização para quem está lá embaixo”, disse.

 

 

SISMAR vai decidir hoje 

 

Apesar do avanço, o Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR) declarou que a greve segue mantida até a deliberação da categoria em assembleia marcada para esta sexta-feira (23), às 8h, em frente à Prefeitura. “Quem vai decidir se aceita ou não e se a greve continua ou não é a categoria reunida em assembleia”, afirmou o sindicato.

 

O SISMAR avalia que houve uma “primeira vitória” com a abertura do diálogo por parte do governo.

 

 

O governo pelo menos chamou o Sindicato e a comissão para apresentar uma nova proposta para a data-base da categoria. Mas quem decide é a assembleia”, reforça a entidade.

 

Antes da coletiva desta quinta (22), os servidores realizaram uma passeata pelas ruas do Centro com faixas contrárias à proposta inicial do Executivo.

 

 

Reivindicações da categoria:

✔ Reposição da inflação de maio/2024 a abril/2025, com 10% de aumento real;

✔ Vale-alimentação de R$ 1.200, baseado na cesta básica local;

✔ Desvinculação das faltas abonadas do vale-alimentação;

✔ Elevação do abono pecuniário para R$ 250;

✔ Subsídio para plano de saúde dos servidores da Fungota, como já ocorre com a Prefeitura e o DAAE;

✔ Reposição de perdas salariais dos últimos cinco anos, com cronograma;

✔ Progressão salarial por tempo de serviço com base no piso municipal;

✔ Licença sem vencimentos e faltas abonadas para trabalhadores da Fungota;

✔ Transparência na aplicação dos subsídios.

 

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