Um mecânico de 49 anos, foi preso pela Polícia Civil após tentar atropelar a ex-companheira de 35, em frente á delegacia no fim da tarde desta quarta-feira (20), no Centro de Américo Brasiliense.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima sai com a irmã de 24, e uma criança e vai em direção ao carro. Na sequência o autor desce a Avenida Tereza Marsili, joga a VW/Saveiro em cima da empresária e foge (Veja Vídeo Abaixo).
A mulher havia comparecido na delegacia para denunciar ameaças de morte feitas pelo ex-companheiro, com quem manteve um relacionamento por vários anos e está separada há aproximadamente 1 ano. O homem não aceitava o fim do relacionamento e motivado por ciúmes, vinha ameaçando a empresária constantemente inclusive enviando vídeos ameaçando.
Segundo boletim de ocorrência a irmã do mecânico, diagnosticada como PCD teria permanecido durante todo o dia com a liberdade restrita dentro da oficina dele. A situação, foi incluída como cárcere privado.
Após a tentativa de atropelamento, os investigadores e escrivão iniciaram acompanhamento da caminhonete com apoio da Polícia Militar e conseguiram localizar e prender o homem em flagrante. O autor, foi detido e levado para delegacia.
Durante depoimento o mecânico afirmou que vinha recebendo mensagens de um suposto homem, dizendo que estaria mantendo um relacionamento com sua ex-companheira. Ele ainda disse, que a situação o deixou “muito transtornado” e “fora de si”.
O suspeito admitiu que jogou a caminhonete na direção da vítima, porém alegou que não queria matá-la e declarou estar arrependido da atitude. O carro do autor foi apreendido, pelos policiais civis.
Diante dos fatos o delegado Jesus Nazaré Romão registrou um boletim de ocorrência como violência psicológica contra mulher, violência doméstica, sequestro e cárcere privado e tentativa de homicídio. Em seguida, ele foi encaminhado á Cadeia Pública de Santa Ernestina.
A Polícia Civil, vai dar continuidade as investigações e casos de violência doméstica e ameaças contra mulheres podem ser denunciados por meio do telefone 190 da Polícia Militar, na Delegacia da Mulher ou pelo 180, canal nacional de atendimento à mulher em situação de violência. O sigilo é garantido.