Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Araraquara Agora
Publicidade

Se aconteceu AGORA, é notícia aqui!

PublicidadeGrupo de WhatsApp do portal
Ibovespa169.186 pts -1,06%
atualizado em 29/10 às 17:23
Publicidade
MRV — Residencial Flora (2)
Publicidade

Impacto no IPTU

Câmara aprova em PGV que muda cálculo do IPTU; veja os votos

Projeto que revisa o valor venal dos imóveis passou por 11 a 5; oposição cobra o impacto no bolso, e base cita isenção

Willian Oliveira|· 3 min de leitura
Painel eletrônico da Câmara de Araraquara com o nome dos vereadores, o voto de cada um e o resultado aprovado, com 11 votos sim e 5 não
Painel da votação em primeiro turno do projeto da Planta Genérica de Valores na Câmara de Araraquara Imagem: Reprodução/TV Câmara Araraquara
RESUMOver em 25 segundos
  • A Câmara de Araraquara aprovou em primeiro turno, por 11 votos a 5, o projeto da Prefeitura que atualiza a Planta Genérica de Valores, base do IPTU.

  • Votaram não quatro vereadores do PT e um do PCdoB; Paulo Landim (PT) não votou, e o presidente não vota.

  • A oposição cobra transparência sobre o impacto no IPTU; a base fala em isenção para 18 mil pessoas e em subvenções mantidas.

  • O projeto ainda precisa passar em segundo turno, na sessão extraordinária seguinte.

A Câmara Municipal de Araraquara aprovou em dois turnos, por 11 votos a 5, o projeto que atualiza a Planta Genérica de Valores (PGV), a base de cálculo do IPTU. A votação foi na noite desta quinta-feira (29), em duas sessões extraordinárias convocadas para analisar o tema.

Publicidade
Eixo - Lettera

O texto aprovado é o Substitutivo nº 3 ao Projeto de Lei Complementar nº 19/2026, da Prefeitura, que revisa o valor venal dos imóveis da cidade. Dezessete vereadores estavam presentes e um faltou. O vereador Paulo Landim (PT) não estava presente, e o presidente da Casa, Rafael de Angeli (Republicanos), não vota.

LEIA TAMBÉM

Veja como votaram os vereadores

Votaram SIM (11):

  • Aluísio Boi (MDB)

  • Balda (Novo)

  • Coronel Prado (Novo)

  • Cristiano da Silva (PL)

  • Dr. Lelo (Republicanos)

  • Enfermeiro Delmiran (PL)

  • Geani Trevisóli (PL)

  • João Clemente (Progressistas)

  • Marcão da Saúde (MDB)

  • Marcelinho (Progressistas)

  • Michel Kary (PL)

Votaram NÃO (5):

  • Alcindo Sabino (PT)

  • Fabi Virgílio (PT)

  • Filipa Brunelli (PT)

  • Guilherme Bianco (PCdoB)

  • Maria Paula (PT)

Ausente: Paulo Landim (PT).

Presidente: Rafael de Angeli (Republicanos), que não vota.

Oposição cobra o impacto no bolso

Os vereadores de oposição argumentaram que a Prefeitura não foi transparente durante toda a condução do processo. Segundo eles, até agora não se sabe quanto vai custar o IPTU no ano que vem nem qual será o impacto para os moradores.

Segundo a oposição, para alguns imóveis o impacto financeiro será enorme.

Base fala em justiça e isenção

A base do governo destacou a isenção do imposto para cerca de 18 mil imóveis para familias de baixa renda.

Os vereadores governistas também lembraram o tempo sem atualização da planta e compararam a arrecadação com a de São Carlos, que, segundo eles, arrecada R$ 100 milhões a mais em IPTU que Araraquara.

Aluísio Boi (MDB) justificou o voto favorável dizendo que 18 mil pessoas serão beneficiadas com a gratuidade. Segundo ele, o primeiro projeto era muito ruim, passou por seis mudanças e agora está mais justo.

Vídeo de Edinho provoca tensão

Houve um momento de tensão quando o vereador Balda (Novo) pediu a exibição de um vídeo em que o ex-prefeito Edinho Silva (PT) defendia a aprovação de um projeto semelhante. Vereadores de oposição protestaram, e o vídeo precisou ser pausado até que o presidente restabelecesse o silêncio no plenário.

No vídeo, Edinho criticava a politização do tema e dizia que a PGV não era atualizada havia 11 anos. "A Planta Genérica não deveria ser politizada", afirmava Edinho na gravação. Balda lembrou que, naquela época, toda a bancada do PT e dos partidos aliados votaram a favor da atualização.

O que mais foi votado

Além da PGV, a pauta incluia o projeto que muda as regras de cálculo do IPTU, com alíquotas progressivas conforme o valor venal e o uso do imóvel, e o que prevê isenção para quem tem um único imóvel residencial de até R$ 150 mil, usado só como moradia.

A última revisão da planta em Araraquara foi feita em 2017. Entenda como a Prefeitura quer cobrar de forma diferente imóveis baratos e valorizados.

CompartilheWhatsAppFacebookXTelegramE-mail

Leia também

Comentários

O comentário passa por aprovação antes de aparecer. Guardamos apenas o nome e o texto que você escrever.

Publicidade
MRV — Residencial Flora