11/08/2021 às 10h20min - Atualizada em 11/08/2021 às 10h20min

Na hora de coletar sangue é necessário se atentar a higienização dos garrotes

Item é fonte potencial de disseminação de patógenos e a Covid-19

Direto da Redação

Neste período de pandemia da Covid-19, as medidas de segurança ainda são importantes na rotina de cada um. Mesmo com o avanço da vacinação, higienizar as mãos, utilizar máscara de proteção e manter distância segura são formas eficientes de se proteger.

 

Muitos pacientes seguem as visitas médicas, em especial, pessoas com doenças crônicas que precisam realizar coletas de sangue com mais frequência. A prática para quem realiza rotineiramente ou quem, esporadicamente, coleta o sangue, o biomédico, especialista em análises clínicas, Carlos Hernani Marmol faz um alerta sobre a utilização dos garrotes durante a coleta.

 

Muitas vezes essa mesma borracha transita entre os vários pacientes que vão até o laboratório. Muitas vezes sem a correta higienização, representando um risco para segurança do paciente. O profissional se atenta na troca de luvas, se utilizar álcool em gel no braço do paciente, mas o garrote nunca teve essa atenção. Isso ameaça a segurança do paciente”, explica.

 

Segundo Carlos Hernani Marmol existem trabalhos que indicam o garrote como uma fonte potencial de disseminação de patógenos.


 

Inclusive nesta época caótica, em que vivemos com a pandemia da Covid-19. A intenção é deixar um alerta para que as pessoas que se submetem as coletas de sangue para exigirem a correta higienização do garrote ou até mesmo a sua troca antes do procedimento”.

 

Muitos desses itens são fabricados com a indicação de uso único. “O paciente pode exigir a higienização, se possível na sua frente”.

 

O especialista faz parte do programa de engenharia de produção da Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, onde o foco do trabalho, como doutorando, é desenvolver novos dispositivos para facilitar a coleta de sangue. O estudo tem como orientador, o professor doutor Gustavo Franco Barbosa.


 

O trabalho busca uma alternativa segura da coleta de sangue sem a utilização do garrote.


Nosso projeto trabalha em uma alternativa viável onde não vai ser mais necessário utilizar essa borracha. A ideia é dilatar a veia sem nenhuma pressão no braço do paciente”, explica Carlos Hernani Marmol.

 

A pesquisa será desenvolvida pela UFSCAR, com o apoio da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, em Portugal. A universidade tem um laboratório de desenvolvimento de dispositivos de uso pré-analítico “unindo os conhecimentos para concluir a pesquisa”.

 

Vale lembrar que os garrotes são feitos de diversos materiais no Brasil, tais como tecido com elástico, de borracha e de látex. Em todos eles é possível fazer a higienização, porém “na maior partes dos locais em que a gente pesquisa, não existe um protocolo definido de higienização”.

 

Busque se proteger

 

Carlos Hernani Marmol reforça a necessidade de se exigir a prática segura durante a coleta de sangue. Alguns estabelecimentos possuem protocolos de higienização e questionar o profissional é um passo importante.

 

Sugiro perguntar o que o local faz para higienizar o garrote. Sempre é importante pedir que a higienização seja feita na sua frente com álcool 70, é um procedimento simples com o uso de um algodão. Se não tiver seguro, você pode solicitar a troca do garrote, é o mais adequado”, explica.

 

O assunto foi apresentado em um artigo publicado no Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial.

 

Pesquisa e Extensão

 

Carlos Hernani Marmol é biomédico, Formado pela UNIARA, especialista em análises clínicas. Atualmente desenvolve novas soluções para coleta de sangue para exames laboratoriais, em especial em coleta difíceis, geralmente em UTIs. Faz parte do programa de engenharia de produção da Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR. O foco é desenvolver novos dispositivos para facilitar a coleta de sangue.



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