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Entenda o que é a disfagia e como ela afeta milhares de brasileiros

Fonoaudióloga explica os principais sintomas e formas de tratamento

-|· 2 min de leitura
Entenda o que é a disfagia e como ela afeta milhares de brasileiros
Ilustração/ Canva

Embora não haja dados recentes de abrangência nacional sobre o acometimento da disfagia pela população brasileira, a Rede de Atenção à Saúde (RAS), da Secretaria da Saúde de São Paulo (SMS), aponta que nos últimos cinco anos foram realizados atendimentos a cerca de seis mil pessoas afetadas pelos problemas dessa condição. A Associação Americana de Fonoaudiologia também estima que uma em cada 25 pessoas terá algum problema de deglutição ao longo da vida.
 

 

Segundo a fonoaudióloga Andressa Alda, a disfagia é a dificuldade de engolir alimentos sólidos, pastosos, líquidos ou até mesmo a própria saliva.

 

“Apesar de não ser considerada uma doença, mas sim um sintoma ou consequência de alguma condição clínica, esse problema costuma causar sintomas como dor ou incapacidade para engolir, engasgos, tosse, sensação de alimento parado na garganta ou na boca, regurgitação de líquidos pelo nariz e aumento de secreção em orofaringe.”


Entre os grupos de risco mais afetados estão os idosos, devido ao próprio envelhecimento natural ou em associação a doenças de base, como Parkinson, Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral (AVC), paralisia cerebral, escleroses múltiplas ou determinadas síndromes raras. Porém, também pode acometer crianças com problemas neurológicos ou adultos que enfrentam câncer de cabeça e pescoço.



Tratamento


Segundo Alda, atualmente existem diversos recursos tecnológicos que auxiliam no atendimento terapêutico e no fortalecimento da musculatura supra hioidea, mesmo em pacientes não-responsivos (acamados). “Como laser, eletroestimulação e uso de bandagens, todos sempre associados aos exercícios de fonoaudiologia ativos ou passivos e com a escolha de cada opção dependendo do nível de cognição do paciente".

 

“O ideal é procurar ajuda médica e a avaliação de um fonoaudiólogo ao aparecimento dos primeiros sintomas, pois caso o paciente não receba um tratamento adequado, o quadro pode evoluir para problemas de desnutrição e desidratação, desencadeando até mesmo uma via alternativa de alimentação, como as sondas”, alerta a especialista.


Alda ainda comenta que para além da sobrevivência, comer é um ato multissensorial e que um atendimento humanizado vai além das técnicas exclusivamente profissionais a fim de devolver o “sabor da vida” desses pacientes.

 

“Logo, visão, olfato, tato, paladar e até mesmo a audição devem estar em equilíbrio junto a um prato bonito, saboroso e cheiroso para que haja um estímulo ainda maior na experiência dessas pessoas.”

 

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