29/06/2020 às 19h53min - Atualizada em 29/06/2020 às 20h06min

Unesp de Araraquara e Uniara vão pesquisar variações genéticas do coronavírus

Por Rian Fernandes A Unesp de Araraquara e a Uniara vão fazer parte de uma rede para investigar as variações genéticas do coronavírus e encontrar ligações que poderão ajudar na busca de possíveis medicamentos, juntamente de pesquisadores de outras 18 instituições, sendo uma americana. A pesquisa será desenvolvida pelo fato de pacientes jovens, fora dos grupos de risco e sem comorbidades, desenvolverem quadros graves da doença. Com isso, o projeto analisará pessoas que já contraíram o vírus, que serão divididas em três categorias. O primeiro grupo será formado por cidadãos de quadro leve ou assintomáticos que ficaram apenas em isolamento social. O segundo grupo observará os casos suspeitos com quadro clínico leve e que são internados em enfermarias enfermarias. E por fim o terceiro grupo será de pacientes com quadro clínico grave e mantidos em UTIs com ventilação pulmonar. A pesquisa também observará os casos de síndrome respiratória aguda grave com evolução clínica anormal. Com isso, será possível tentar entender se existem fatores genéticos que tornam pessoas mais suscetíveis a desenvolver quadros graves e ainda compreender os fatores para que isso ocorra. Além disso, o projeto vai procurar perceber quais são as variedades de SARS-CoV-2 que estão em circulação no Brasil e no mundo, inclusive, as diferentes gravidades. “Pelos dados de infecção pelo Covid-19 no Estado de São Paulo, aparentemente observa-se diferenças da infecção viral nas diversas cidades do interior e essa diferença poderia ocorrer hipoteticamente em função do perfil genético entre indivíduos dessas regiões. Ainda o estudo pretende entender porque pacientes de mesma família evoluem de forma diferente, bem como pacientes sem comorbidades e sem idade de risco evoluem para casos graves e até mesmo a óbito. Essas são perguntas que podem estar associadas ao perfil genético individual. Esse estudo abre uma oportunidade ímpar da cidade de Araraquara, através de participação científica da UNESP e da UNIARA, de estudo pioneiro, com excelentes perspectivas futuras do entendimento da infecção pelo Covid19 e a identificação de potenciais alvos terapêuticos da infecção”, explica a professora doutora Christiane Pienna Soares, representante titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara (Unesp), que também esclareceu que voluntários da cidade poderão participar da coleta de amostras para a pesquisa. Quem participará da pesquisa O projeto será desenvolvido pela Rede Genômica IPEC/Guarapuava, com pesquisadores de 12 instituições de pesquisa paranaenses: a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Faculdades Pequeno Príncipe (FPE-Curitiba), Instituto Carlos Chagas (Fiocruz/PR), Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), além de quatro instituições paulistas: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Faculdade de Ciências Farmacêuticas (UNESP-Araraquara), Universidade de Araraquara (Uniara) e a Faculdade de Medicina de Marília (Famema). A iniciativa também agrega parcerias com professores da USP Ribeirão Preto, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e com a universidade americana de Illinois, entre outros.
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