Tribunal do Júri condena mulher a 18 anos de prisão pela morte do ex em Araraquara; idoso foi absolvido

O julgamento da dupla acusada de matar Júlio César Severino com golpes de facão durou 13 horas; o crime aconteceu em outubro de 2022 no Jardim Maria Luiza

Por Flavio Fernandes-
3 Min

Tribunal do Júri condena mulher a 18 anos de prisão pela morte do ex em Araraquara; idoso foi absolvido
Foto: Arquivo Araraquara Agora
O Tribunal do Júri condenou Valdinete Lima Ribeiro nesta terça-feira (5), acusada de matar o ex-companheiro Júlio César Severino Ribeiro em outubro de 2022, no Jardim Maria Luiza. em Araraquara. O julgamento durou cerca de 13 horas e o segundo réu Antônio Luiz Teixeira foi absolvido do crime de homicídio.

Valdinete, que está presa em Maceió (AL) desde março de 2023, foi sentenciada a 18 anos de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado. Já Antônio foi condenado a um ano de prisão por ocultação de cadáver, mas como já estava preso desde fevereiro de 2023 na Penitenciária de Araraquara, teve sua pena considerada cumprida e por isso foi solto.



De acordo com as investigações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Júlio César foi morto com golpes de facão, teve o corpo enrolado em um tapete e foi enterrado em cova rasa em uma área de mata de difícil acesso no bairro, onde acotneceu o crime. Na época o desaparecimento da vítima foi denunciado por familiares, que registraram um boletim de ocorrência no Plantão Policial após perderem contato com ele e a investigação e o processo correram sob segredo de Justiça.

O Ministério Público de São Paulou denunciou Valdinete e Antônio por homicídio duplamente qualificado — com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima — e ocultação de cadáver. A acusação sustentou que ambos participaram do assassinato, mas os jurados absolveram Antônio da acusação de homicídio, considerando apenas sua participação na ocultação do corpo.

DEFESA CONTESTA DECISÃO

O advogado de Valdinete, Mário Sérgio Ota, afirmou que pretende recorrer da decisão, argumentando que não há provas concretas da participação dela no homicídio.
 

“A tese defensiva foi a de negativa de autoria, uma vez que não consta nos autos qualquer prova substancial da participação dela no delito de homicídio“, disse o advogado.


Por outro lado a defesa de Antônio formada pelos advogados Cairo Rigoldi, Nicole Guimarães e Paloma Rigoldi, comemoraram o veredicto do Conselho de Sentença. Eles destacaram que Antônio não teria qualquer motivação para cometer o assassinato e que a decisão fez justiça ao caso.
 

“Apesar da demora, a justiça foi feita. Em nossa argumentação, demonstramos que o réu não tinha motivação para o crime e apontamos evidências de que o assassinato foi cometido pela ré Valdinete de Lima Ribeiro, sua então ex-companheira. Ressaltamos nossa satisfação com a decisão do Conselho de Sentença”, afirmaram os advogados em nota.
 


Com a condenação de Valdinete e absolvição de Antônio Luiz, o caso encerra seu julgamento na esfera do Tribunal do Júri, mas ainda pode passar por novas análises caso o recurso da defesa seja aceito.


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