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Primeiro Julgamento Marcado

Bombeiro civil acusado de participar da morte de empresário em casa noturna vai ser julgado no mês de fevereiro de 2026 em Araraquara

Agnaldo Francisco Rodrigues será o primeiro dos cinco réus a ir a julgamento pelo homicídio do empresário no Almanaque em setembro do ano passado

Flávio Fernandes|· 3 min de leitura
Bombeiro civil acusado de participar da morte de empresário em casa noturna vai ser julgado no mês de fevereiro de 2026 em Araraquara
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora
  O Tribunal do Júri marcou o julgamento do bombeiro civil Agnaldo Francisco Rodrigues de 51 anos, para o dia 3 de fevereiro de 2026, em Araraquara. O homem acusado de envolvimento na morte do empresário Fabio Luis Alves Gaspar de 41, conhecido como Fabinho Cross em uma casa noturna será o primeiro dos cinco reús a enfrentar o júri popular.    Os demais acusados — o gerente do estabelecimento André Correa Macieira conhecido como Deko, os seguranças Danilo Henrique Rocha Valarani, Adryan Antony Rodrigues Vidal e o cliente Eduardo Carrascosa Franco Machado — ainda não têm data de julgamento definida. Todos aguardam o desfecho dos recursos apresentados pelas defesas e a expectativa é que os julgamentos, também ocorram ao longo do próximo ano.  
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A advogada Josimara Veiga Ruiz que representa a família e os amigos de Fabinho Cross, acompanha de perto o andamento do processo e aguarda com expectativa o primeiro Tribunal do Júri.  

“Família e amigos aguardam ansiosos o julgamento do primeiro dos envolvidos no crime que levou a vida de Fábio Luiz Alves Gaspar, o eterno Fabinho Cross. Nada o trará de volta, mas a responsabilização de cada um dos envolvidos será uma espécie de acalanto e uma sinalização para sociedade de que crimes não passarão sem resposta. Justiça seja feita”, disse.

 

Em junho deste ano, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou que todos os envolvidos no caso respondessem ao processo em liberdade, o que permanece em vigor até hoje. A marcação da data do júri representa um passo importante, para o início da responsabilização penal dos acusados e familiares esperam que todos os envolvidos sejam julgados e condenados de forma justa, reforçando a confiança da sociedade no sistema judicial.

  RELEMBRE O CASO   Fabinho Cross morreu na madrugada de 1º de setembro do ano passado, após uma confusão na casa noturna Almanaque na Rua Gonçalves Dias (R.1), no Centro de Araraquara. O estabelecimento segue fechado até hoje e de acordo com as investigações conduzidas pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o empresário foi retirado da pista de dança após quebrar uma garrafa, contido por seguranças, levado para uma área reservada e imobilizado com um golpe conhecido como mata leão.   O laudo necroscópico do IML (Instituto Médico Legal) confirmou asfixia mecânica por estrangulamento, como causa da morte. O Ministério Público de São Paulo denunciou os cinco acusados, por homicídio qualificado com meio cruel, asfixia mecânica e recurso que dificultou a defesa da vítima.   O processo corre sob segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes sobre depoimentos, imagens de câmeras de segurança, provas e estratégias jurídicas. A morte de Fabinho Cross causou forte comoção em Araraquara e todo Brasil.   Familiares e amigos realizaram atos públicos pedindo justiça e o caso ganhou grande repercussão, mas agora com a data do julgamento marcada para fevereiro, o processo entra em uma nova etapa. O advogado Bruno Rodrigues Alves que defende o bombeiro civil, foi procurado e apenas informou que o intuito é provar a inocência de seu cliente e que tudo será comprovado no dia do julgamento, mas preferiu não dar mais detalhes para não atrapalhar a estratégia.   A expectativa é que o júri de Agnaldo seja o primeiro de uma série, que definirá o desfecho do caso que chocou a cidade.
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