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A Prefeitura de Araraquara divulgou dados atualizados sobre a demanda reprimida na rede municipal de saúde, em resposta a um questionamento do vereador Michel Kary (PL). O levantamento, elaborado pela Divisão de Regulação da Secretaria Municipal da Saúde, revela que, em novembro de 2025, a cidade registrava 15,9 mil consultas e 26,2 mil exames aguardando agendamento.
Segundo a administração municipal, os números refletem a alta procura por atendimentos e a necessidade de ajustes no fluxo de regulação. A Secretaria destacou ainda que o levantamento inclui informações detalhadas sobre atendimentos realizados, fila de espera e tempo médio por especialidade e tipo de procedimento, abrangendo os anos de 2024 e 2025. Veja os números, AQUI.
Entre os procedimentos com maior tempo de espera, estão as arteriografias cerebrais, exames de imagem utilizados para detectar anomalias nos vasos sanguíneos do cérebro e pescoço, com média de 90 meses de espera. Já as histerossalpingografias, que avaliam o útero e as trompas uterinas por meio de raios-X com contraste, chegam a 127 meses de espera.
Nos exames de imagem de rotina, como ultrassonografias e tomografias, o prazo médio varia de 2 a 8 meses, dependendo da complexidade e da especialidade médica solicitante.
Em nota, a Prefeitura explicou que os exames laboratoriais são realizados em regime de “porta aberta”, ou seja, o paciente, com o pedido médico emitido pela rede pública, pode dirigir-se diretamente a um dos laboratórios credenciados — Buainain, São Roque ou Unesp — e realizar a coleta sem necessidade de agendamento, desde que siga as orientações de preparo exigidas para cada tipo de exame.
Contudo, a Prefeitura ressalta que há exceções. Alguns procedimentos classificados como “exames de cota” não constam na tabela SIGTAP/SUS e, portanto, exigem autorização específica para sua realização, devido ao controle orçamentário adotado pela rede pública.
Ainda de acordo com a Secretaria da Saúde, o tempo de espera para exames de imagem varia bastante. Radiografias são realizadas de forma mais rápida, enquanto ressonâncias magnéticas podem demorar vários meses para serem agendadas, em razão da alta demanda e da limitação de oferta desse tipo de exame na rede conveniada.
Com relação às cirurgias eletivas, a Prefeitura informou que está em processo de unificação dos cadastros de fila de espera cirúrgica, uma vez que, atualmente, os registros permanecem sob responsabilidade dos prestadores de serviço, que nem sempre atualizam as informações de forma regular.
Para solucionar esse problema, o “Município realiza uma licitação para contratação de uma nova empresa de software, que permitirá o controle automatizado e em tempo real das filas”. Segundo o Executivo, a implantação do sistema garantirá transparência à população e facilitará o acompanhamento pelos órgãos de fiscalização.
Os dados apresentados pela Secretaria indicam que, entre janeiro e agosto de 2025, foram realizadas 7.181 cirurgias, com projeção anual de aproximadamente 10,7 mil procedimentos — número ligeiramente inferior ao total de 12,3 mil registrado em 2024. Entre as especialidades médicas com maiores filas de espera, destacam-se urologia, cardiologia, gastroenterologia e endocrinologia, algumas delas com atrasos superiores a um ano.
A Prefeitura também enfatizou que mantém contratos vigentes com a Santa Casa de Misericórdia de Araraquara e com a Maternidade Gota de Leite, instituições responsáveis por parte dos exames diagnósticos e procedimentos cirúrgicos realizados na cidade.
Esses contratos seguem as pactuações firmadas com o Município e visam equilibrar a oferta de serviços diante da crescente demanda da população. “Além disso, o Município tem prospectado recursos extrateto, por meio de emendas parlamentares, para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o acúmulo de procedimentos represados”.
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