Araraquara continua em estado de alerta para dengue, segundo novo levantamento divulgado pela Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde. A segunda Avaliação de Densidade Larvária (ADL) realizada em maio apontou índice de 3,2, número considerado acima do ideal pelos órgãos de saúde.
O índice satisfatório para infestação do mosquito Aedes aegypti deve permanecer abaixo de 1. Resultados entre 1 e 3,9 configuram situação de alerta, enquanto números superiores a 4 indicam risco de surto.
Apesar da melhora em comparação ao primeiro levantamento de 2026, realizado em janeiro, quando o índice chegou a 6,4, a situação ainda exige atenção e reforço nas ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A avaliação é realizada quatro vezes por ano e tem o objetivo de monitorar a presença de focos do mosquito em diferentes regiões do município.
Durante o trabalho de campo, equipes da Vigilância Ambiental vistoriaram 2.415 imóveis distribuídos pelo município. Nas inspeções, foram identificados e eliminados 2.348 possíveis criadouros, muitos deles contendo água parada e larvas do Aedes aegypti. Os recipientes encontrados são classificados por grupos conforme o tipo de material ou estrutura.
Entre os principais focos identificados está o Grupo C, formado por recipientes móveis como baldes, potes de água de animais, garrafas, vasos de plantas, latas, materiais plásticos e bandejas de geladeira — itens comuns nas residências e que acumulam água com facilidade.
Já o Grupo D reúne os recipientes fixos, incluindo ralos, calhas, piscinas, vasos sanitários e estruturas de horticultura, que exigem manutenção constante. Outro ponto de preocupação é o Grupo F, composto por entulhos, sucatas, lonas e materiais inservíveis, frequentemente associados ao acúmulo de água. Além disso, pneus e bromélias também chamaram atenção pelo número registrado durante o levantamento.
Segundo a Vigilância Ambiental, bairros que apresentaram maior risco no primeiro levantamento tiveram melhora no segundo ciclo, reflexo das ações direcionadas desenvolvidas pelo município. Por outro lado, novas regiões passaram a registrar sinais de alerta, o que levará à ampliação das atividades de fiscalização, vistoria e combate ao mosquito nesses locais. A Secretaria da Saúde destaca que o controle da dengue depende da atuação contínua do poder público, mas também da colaboração dos moradores.
A subsecretária de Vigilância em Saúde, Alessandra Cristina do Nascimento, reforçou que o combate ao mosquito precisa ocorrer de forma permanente dentro dos imóveis. Segundo ela, como o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti acontece entre sete e dez dias, é fundamental realizar verificações frequentes.
“A participação da população é essencial. É necessário eliminar qualquer recipiente que acumule água parada e realizar a limpeza adequada, utilizando bucha e sabão, para remover possíveis ovos aderidos às superfícies”, destacou.
A Divisão de Controle de Vetores informou que continuará intensificando as ações de prevenção no município e lembra que o enfrentamento às arboviroses é uma responsabilidade coletiva. Em caso de denúncias ou informações, a população pode entrar em contato pelos telefones (16) 3303-3115 e (16) 3303-3104.
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