21/02/2021 às 09h00min - Atualizada em 20/02/2021 às 11h10min

Pandemia faz crescer procura por procedimentos feitos em clínicas

O aumento intenso de casos de Covid-19 tem refletido em novas diretrizes de segurança a fim de evitar a superlotação do sistema de saúde e a circulação do vírus. Entre as principais mudanças, o Governo do Estado de São Paulo decidiu por suspender as cirurgias eletivas – aquelas programadas sem caráter de urgência ou emergência – em todos os hospitais públicos e conveniados. A medida adotada tem como objetivo evitar que os leitos de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se esgotem e, também, para que os profissionais dos centros cirúrgicos passem a dar suporte aos setores mais sobrecarregados com a pandemia. Com a adoção das novas medidas, algumas cirurgias plásticas – consideradas eletivas – precisaram ser adiadas em colaboração ao atual cenário. Contudo, no consultório do cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Daniel Kiyomura, a mudança levantou um novo panorama: o aumento da procura por procedimentos menos invasivos que podem ser realizados na clínica. “Há uma crescente anual na realização de procedimentos estéticos no geral e isso mostra que as pessoas têm se preocupado mais com a saúde e, principalmente, com a autoestima. Além desse aumento natural, temos também os pacientes que optam por procedimentos realizados no consultório, sem necessidade de internação”, diz. Entre os procedimentos mais procurados, destacam-se a aplicação de botox, os preenchimentos e harmonizações faciais, cirurgias a laser, blefaroplastia (cirurgia das pálpebras) , otoplastia (orelha) e lipoaspirações pequenas. “São procedimentos que não precisam de anestesia geral, que muitas vezes não causam dor, não exigem uma dedicação muito grande para a recuperação e oferecem resultados finais mais instantâneos”, explica. Contudo, alguns hospitais particulares que não atendem pacientes com Covid-19 continuaram recebendo as cirurgias agendadas, como no caso do Hospital Nordem, em São Carlos. Para a realização segura do procedimento, Kiyomura passou a solicitar ao paciente – além dos protocolos mais comuns – o teste PCR para detecção do novo coronavírus até 24h antes da internação. “Por fim, também temos casos de pacientes que não desistiram do procedimento cirúrgico que estava agendado, mas resolveram adiar a data até que a situação da pandemia se estabilize. O importante é que todos se sintam protegidos e resguardados de qualquer exposição”, diz.
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »