11/06/2020 às 14h25min - Atualizada em 12/06/2020 às 18h06min

Vendedor é sequestrado após sofrer acidente na Vila Xavier, em Araraquara

A Polícia Civil tenta esclarecer um sequestro misterioso desde o final da noite de quarta-feira (11). A vítima, que teria sido levada por três suspeitos em dois carros depois de ser atropelada, é um homem de 45 anos que, segundo as investigações, usava nome falso e é procurado pela Justiça já que responde por duas acusações de sequestro e homicídio.

O crime foi por volta de 10h segundo uma testemunha que mora em frente ao local em que tudo aconteceu. A vítima transitava com uma bicicleta motorizada quando foi atingida na traseira por um Fiat Punto de cor cinza. O vendedor caiu no chão. O carro teria dado marcha a ré e novamente avançado para cima da vítima que teria fraturado o braço nesse momento e gritado por socorro.

Uma picape de cor verde apareceu logo em seguida. Dos dois veículos saíram três suspeitos afirmando as testemunhas que se tratavam de policiais e que o rapaz caído era um estuprador. O trio colocou o vendedor dentro do Punto e saiu em disparada. As testemunhas chamaram a polícia.

Ao chegar para registrar a ocorrência os policiais encontraram a mulher da vítima. É aí que a história começa a ganhar contornos misteriosos. Ao puxar os dados de identificação do vendedor, a PM descobriu que na verdade, o homem tinha 54, usava documentos falsos e era procurado por dois crimes graves: sequestro e homicídio. Ele ainda seria julgado por esses crimes, mas há mandado de prisão expedido pela Justiça de Cotia, na região metropolitana de São Paulo.

A esposa afirmou em depoimento que convive com o desaparecido há dois anos e que desconhecia o passado dele. Os dois têm um filho de apenas 6 meses e a criança foi registrada pelo pai com o uso dos documentos falsos. Nossa reportagem conversou com ela, que preferiu não gravar entrevista, mas confirmou que ele ainda não foi encontrado.

Os policiais foram até a cidade de Santa Lúcia em diligência, conversaram com o pai do vendedor que confessou que sabia do uso de nome falso por parte do filho, mas desconhece seu paradeiro.

Na casa dele os policiais apreenderam um notebook e algumas facas. Foram feitas buscas nas UPAs e hospitais da cidade, mas o vendedor não deu entrada em nenhuma dessas unidades e muito menos no Instituto Médico Legal.

O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, tendo o vendedor como vítima e também falsidade ideológica e uso de documento falso com ele como indiciado já que ficou provada a falsificação dos documentos e até mesmo o uso deles para o registro do filho.

O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

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