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Agosto Azul: mês de promoção à saúde masculina também é alerta para os homens mais velhos

Especialista explica a necessidade de aqueles acima dos 60 anos procurarem acompanhamento

-|· 2 min de leitura
Agosto Azul: mês de promoção à saúde masculina também é alerta para os homens mais velhos
Foto Ilustrativa/ Fernando Frazão por Agência Brasil

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Diferentemente do Novembro Azul, que se propõe exclusivamente a ressaltar a importância do combate ao câncer de próstata, o Agosto Azul tem como objetivo orientar a população masculina sobre manter hábitos de vida saudáveis.

 

De acordo com a geriatra especialista em cuidados paliativos Dra. Maria Carolyna Fonseca Batista Arbex, essa autoconsciência deve se ser incentivada desde a juventude até a terceira idade, quando todos os homens também devem se consultar com um geriatra.
 

 

“Procurar a especialidade é de extrema importância para a prevenção e diagnóstico de doenças comuns em idosos, como hipertensão, diabetes, osteoporose, demência, depressão, entre outras. No caso dos homens, a geriatria também ajuda a entender quais médicos e tratamentos podem lidar com problemas específicos do gênero, como os quadros que afetam os órgãos reprodutivos masculinos, por exemplo”, diz Dra. Maria Carolyna.
 


Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam ainda que os homens vivem 7,1 anos a menos do que as mulheres, com uma taxa de mortalidade maior em praticamente todas as faixas etárias. Além de etilismo, tabagismo e sedentarismo, a negligência com a própria saúde também é apontada como fator risco para o desenvolvimento e agravamento de diversas doenças que afetam a vida dos homens.

 

“Geralmente isso acontece devido a cultura social e estereótipos de gênero que levam essa parcela da população a acreditar que cuidar da própria saúde é um sinal de fraqueza. Percepção que precisa ser combatida, já que a prevenção e o acompanhamento médico são aspectos fundamentais para evitar enfermidades, proporcionando assim mais qualidade de vida”, comenta Dra. Maria Carolyna.
 


Diante desse cenário, a geriatra incentiva que os homens se sintam à vontade para discutir a própria saúde, buscar informações confiáveis e sempre contar com o apoio da comunidade médica, família e dos amigos. “Afinal, o envelhecimento saudável invariavelmente passa pelo acompanhamento profissional e é do interesse de todos que pessoas queridas estejam sempre com a saúde em dia”.



 

  • Formada em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP -Universidade Federal de São Paulo), especialista em Geriatria pela UNIFESP e SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), mestre em Ciências da Tecnologia e Atenção à Saúde pela UNIFESP e especialista em Cuidados Paliativos pela Organização Latinoamerica Pallium e Universidad Del Salvador. É médica assistente do Ambulatório de Memória e Geriatria da Universidade de Araraquara (Uniara).
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