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15/05/2024 às 10h42min - Atualizada em 15/05/2024 às 10h42min

Em Araraquara: Prêmio André Braz celebra a luta de 10 personalidades negras de impacto na sociedade

Cerimônia de entrega da premiação foi realizada na Casa SP Afro Brasil

Foto: Prefeitura Araraquara/Divulgação



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A Casa SP Afro Brasil "Oswaldo da Silva Bogé", na Vila Xavier, sediou na noite desta segunda-feira (13), a cerimônia de entrega da edição 2024 do Prêmio André Braz, premiação que homenageia anualmente dez homens negros – pretos e pardos –, que se destacaram na defesa e na promoção da igualdade, da justiça social e da dignidade da pessoa humana, no combate ao racismo, às desigualdades raciais e sociais.


O encontro, com entrada gratuita para o público, também contou com uma apresentação musical de Toni Santos e convidados, além da FeirAfro, que apresentou o trabalho de afroempreendedores e empreendimentos afros, com exposição e comercialização de produtos e alimentos. Também houve a entrega de uma lembrança a Aristides Braz, pai de André Braz, patrono da premiação.


Os homenageados da edição 2024 foram:

  • Ademilson Bueno da Silva (Missão);
  • Adilson José Aparecido Justino (Adilson Mayar);
  • Uanderson Silva;
  • Roberto Carlos Rocha (Professor Betão);
  • Fábio Mahal da Silva Gonçalves (Mahal);
  • José Lopes Nei (Nei);
  • Joaquim Antonio da Silva Junior;
  • Sarrinha Dionísio do Nascimento Júnior (Djavan / Só Alegria);
  • Francisco Luiz Salvador (Kiko);
  • Professor Dr. Dagoberto José Fonseca.



O Prêmio André Braz é muito simbólico por ser realizado pela própria comunidade, que faz as escolhas através de pessoas comuns e também por representantes de Conselhos e Instituições representativas da cidade. No momento da escolha, a reunião é bastante concorrida, já que são muitas as indicações feitas pela comunidade. Mas a gente sempre acaba chegando ao consenso sobre os dez nomes entre os indicados”, explica a coordenadora executiva de Políticas Étnico-Raciais, Alessandra Laurindo.

 

São pessoas que merecem este prêmio porque têm uma representatividade simbólica e uma grande contribuição com o histórico da cidade com a militância negra", salienta.

 


O prêmio

 

 

O prêmio tem como objetivo a valorização dos homenageados no contexto da cidadania. Para inscrição, a sociedade araraquarense em geral – autoridades, entidades, conselhos municipais, organizações da sociedade civil, comerciários e empresários enviaram as indicações por e-mail com os dados e um breve currículo que justificasse o motivo da homenagem.

 

A definição dos homenageados foi feita mediante a escolha, pela maioria dos integrantes do Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo (Comcedir), bem como pelo mapeamento étnico social realizado pela Coordenadoria Executiva de Políticas Étnico-Raciais. Foram avaliados o compromisso racial, social e a interatividade comunitária dos indicados.




Sobre o homenageado



André Braz era músico, mestre de bateria e foi reconhecido pelo seu trabalho como fundador e idealizador da Associação Cultural Afrodescendente dos Amigos de Araraquara e Região (ACAAAR), grande figura na luta dos afrodescendentes da nossa cidade, sempre com o objetivo de fortalecer os laços da comunidade negra, bem como valorizar a cultura afro, desenvolvida um trabalho que foi referência para todos e deixou uma lacuna na luta pela igualdade racial.

 


O presidente de honra

 

O mês de maio foi escolhido para a cerimônia, pois é em homenagem à data de nascimento do presidente de honra do prêmio, que é o Sr. Pércio Damázio, antigo morador da Vila Xavier, que nasceu em 1º de maio de 1928, e faleceu no dia 8 de dezembro de 2023 aos 95 anos, tendo vivido 75 anos de matrimônio com Dona Ivone Damázio. Era aposentado da Companhia Paulista de Estrada de Ferro e sempre se dedicou ao esporte amador de Araraquara. Foi diretor e técnico do time de futebol da Atlética da Vila Xavier.

A partir da década de 1970, Sr. Pércio incorporou às tradições atleticanas uma escola de samba que passou a fazer parte das manifestações carnavalescas da cidade de Araraquara, a ponto de ter seu nome colocado em um samba-enredo da agremiação, como justa homenagem pelo seu entusiasmo e disposição para defender a Atlética. Foi reconhecido por todos do movimento social negro como um grande entusiasta e incentivador da cultura negra araraquarense.


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