Em Busca Da Verdade
Família pede justiça pela morte de empresário em casa noturna de Araraquara: 'Ele foi agredido e há testemunhas'
A vítima Fábio Luis Alves Gaspar conhecido como Fabinho Cross morreu na madrugada do último domingo (1) no estabelecimento localizado no Centro da cidade

Os familiares e amigos estiveram em uma igreja na noite deste sábado (8), para a missa de 7º dia e depois foram até o Almanaque na Rua Gonçalves Dias (R.1), onde colaram cartazes, balões e acenderam velas em homenagem a vítima. Eles cobram uma rigorosa investigação da Polícia Civil, para saber as causas da morte.
O repórter Flavio Fernandes acompanhou ao vivo a homenagem feita (Clique Aqui e Assista).

Durante entrevista ao Portal Araraquara Agora a advogada de Fábio, Josimara Veiga Ruiz afirmou que as investigações estão em poder da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e que está lutando para dar uma resposta a família dele. O boletim de ocorrência foi registrado como “morte suspeita” e a intervenção da Polícia Técnico-Científica.
“A abordagem dos seguranças da casa noturna ao fábio foi totalmente truculenta e isso ficou comprovado, agora estamos apurando se houve excesso. Inclusive os peritos da Polícia Científica estão analisando imagens de câmeras de segurança, realizando exames necroscópicos, análise do local e oitivas de testemunhas que estiveram no local naquele dia”, disse.
Josimara ainda falou que as testemunhas que estavam presentes no estabelecimento, relataram que Fabinho Cross comprou e quebrou uma garrafa de whisky. Em seguida ele teria sido retirado por seguranças da casa noturna que usaram o golpe conhecido como mata-leão.
“Uma morte nessas circustâncias não vai passar despercebido, há testemunhas da agressão e elas estão comparecendo na delegacia e dando seus depoimentos e nós por parte da defesa como a família e os amigos do Fábio aguardamos uma apuração criteriosa para que a Justiça seja feita”, afirma.

INVESTIGAÇÃO
O delegado Fernando Teixeira Bravo responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), disse que o laudo da perícia deve sair em 10 dias e isso será fundamental para ajudar esclarecer a morte de Fabinho Cross e com isso as investigações e oitivas das testemunhas continuam.
“Ainda não dá pra saber se a morte foi natural provocada, ou lesão seguida de morte, seguimos aguardando o laudo pericial para conseguir esclarecer mas estamos apurando todas as hipóteses. Testemunhas estão sendo ouvidas e as imagens do DVR (gravador de vídeo digital), estão em análise e com isso teremos mais clareza para falar o que exatamente aconteceu”, explicou.

A MORTE
No boletim de ocorrência registrado na madrugada do último domingo (1), no Plantão Policial o representante e seguranças da casa noturna disseram que Fábio estava alterado e mexendo com várias pessoas. Diante da situação foi preciso a intervenção da equipe de segurança.
Neste momento a vítima teria passado mal e teve uma parada cardiorrespiratória e foi socorrida pela USA (Unidade de Suporte Avançado) do Samu até a Santa Casa, porém não resistiu.
As testemunhas afirmaram que naquele dia Fabinho Cross foi violentamente agredido pelos seguranças do estabelecimento e que viram ele sendo colocado em uma sala.

O QUE DIZ O ALMANAQUE
A casa noturna foi procurada mas até o fechamento desta reportagem ninguém respondeu ao nosso contato, porém o espaço segue aberto para qualquer manifestação de seus representantes. Apesar disso o estabelecimento divulgou uma nota em suas redes sociais na última quarta-feira (4), lamentando o ocorrido e afirmando que está colaborando com as investigações.
“Lamentamos profundamente o ocorrido no último sábado e somos solidários aos familiares e amigos e estamos colaborando com a investigação para que os fatos sejam esclarecidos e a verdade prevaleça. Informamos também que a programação deste final de semana foi adiada, em respeito aos acontecimentos. Agradecemos a compreensão”.

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