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‘Desrespeito às mães’

Prefeito veta projeto de ampliação do teste do pezinho na rede pública de Araraquara

Projeto foi aprovado pela Câmara; ‘desrespeito às mães’, diz autora, Fabi Virgílio

Geisa Ferreira da Silva|· 2 min de leitura
Prefeito veta projeto de ampliação do teste do pezinho na rede pública de Araraquara
Prefeito Dr. Lapena veta projeto que ampliaria exames do teste do pezinho na rede pública Foto ilustrativa: Ascom PMI.

 

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O prefeito de Araraquara, Dr. Lapena (PL), vetou integralmente o Projeto de Lei que previa a ampliação dos exames do teste do pezinho oferecidos no pré-natal da rede pública municipal. A proposta, de autoria da vereadora Fabi Virgílio (PT), havia sido aprovada pela Câmara Municipal no dia 22 de julho.

 

O objetivo do projeto era garantir que gestantes acompanhadas pela rede municipal tivessem acesso a exames considerados essenciais para o acompanhamento da saúde do bebê. Segundo o texto, o teste do pezinho ampliado é capaz de identificar condições genéticas, infecciosas e metabólicas em recém-nascidos que não apresentam sintomas detectáveis inicialmente, permitindo o diagnóstico precoce e o início do tratamento nos primeiros dias de vida, o que aumenta as chances de cura e melhora a qualidade de vida, dependendo da condição identificada.

 

A proposta também previa a realização gratuita de exames confirmatórios em casos de resultados alterados no teste inicial, com o objetivo de confirmar diagnósticos e iniciar o tratamento o quanto antes.

 

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Justificativa do veto

 

Em documento oficial, o prefeito Lapena alegou que o projeto apresentava vícios de inconstitucionalidade e contrariava o interesse público. Segundo o documento, a medida violaria a harmonia e independência entre os poderes, ao interferir diretamente na organização e funcionamento de serviços públicos, que são de competência exclusiva do Poder Executivo.

 

O documento também destacou que a proposta criaria novas despesas significativas para a administração municipal sem indicar a fonte de custeio. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o impacto financeiro anual poderia variar de R$ 915,3 mil R$ 3,8 milhões, dependendo da amplitude dos exames incluídos.

 

 

“Tal despesa, não prevista na Lei Orçamentária Anual, comprometeria de forma irremediável a execução de outras políticas públicas essenciais, contrariando o interesse público”, apontou o documento.

 

 

‘Ele vetou’

 

A vereadora Fabi Virgílio classificou o veto como “um desrespeito às mães” que aguardavam a ampliação do rastreamento do teste do pezinho. Ela lembrou que a proposta foi construída em conjunto com vereadores da base governista, recebeu parecer de constitucionalidade da Diretoria Legislativa e da Comissão de Justiça, e foi aprovada em plenário.

 

Outro ponto ressaltado por Fabi foi que a lei só entraria em vigor em janeiro de 2026, após ser incluída no orçamento, que será discutido nos próximos meses no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

 

Nas redes sociais, a vereadora publicou um desabafo:

 

 

“Ele vetou!
Vetou a nossa lei sobre ampliação do rastreio do teste do pezinho!
Ele vetou!!!!!”

 

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