A reforma e ampliação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central “Amélia Bernardini Cutrale”, em Araraquara, tem agora uma nova previsão de entrega. De acordo com a Prefeitura, a obra deve ser concluída na primeira quinzena de agosto de 2025. A informação foi repassada em resposta ao Requerimento nº 1046/2025, de autoria da vereadora Maria Paula (PT).
Inicialmente, o cronograma indicava que a execução terminaria em 21 de setembro de 2024. Porém, ao longo da obra, o prazo sofreu três prorrogações. A última previsão oficial havia sido estendida para 19 de julho de 2025, enquanto a vigência do contrato foi prorrogada até 12 de novembro de 2025.
Segundo a Prefeitura, as mudanças foram necessárias devido a problemas técnicos encontrados no decorrer da execução. Entre eles, inconsistências no projeto básico, falhas em planilhas orçamentárias e inconformidades em serviços já realizados.
“Tais fatores, aliados à constatação de que o prazo inicialmente fixado em contrato era inexequível diante das condições encontradas, ensejaram a adoção das medidas administrativas pertinentes, inclusive a formalização de aditamentos de prazo”, justificou o Executivo.
A obra foi licitada por meio do processo nº 5920/2024, tendo como vencedora a empresa Ramon Aguilera Participações e Empreendimentos LTDA. O valor global do contrato é de R$ 2,4 milhões, com início em 17 de maio de 2024.
Durante a execução, a contratada recebeu duas notificações formais por atrasos no cronograma: a primeira em setembro de 2024 e a segunda em abril de 2025. Em ambas, a Prefeitura solicitou que o andamento da obra fosse regularizado ou que fosse apresentada uma defesa por escrito.
Até julho deste ano, após 12 medições do avanço físico da reforma, a empresa já havia recebido R$ 1,6 milhão pelo serviço realizado.
A vereadora Maria Paula (PT), autora do requerimento que obteve as informações, criticou a forma como o Executivo conduz a fiscalização das obras municipais.
“Notificar as empresas para que cumpram devidamente suas obrigações contratuais deveria ser hábito constante do Poder Executivo, porém não é como ocorre na prática, acabamos sempre sacrificando a população em detrimento de interesses privados”, declarou.
Segundo ela, a situação expõe a necessidade de maior rigor na fiscalização de contratos. “É urgente um plano de fiscalização das obras públicas municipais e este atraso nas entregas de uma unidade central para a saúde da cidade reforça essa necessidade”, completou.
A UPA Central é considerada um ponto estratégico no atendimento de urgência e emergência em Araraquara. Por estar localizada na região central, concentra grande demanda de pacientes e atua como referência no acolhimento imediato da população.
O atraso nas obras, portanto, impacta diretamente o sistema municipal de saúde, que precisa redirecionar atendimentos para a unidade de retaguarda do Melhado.