Câmara debate atuação de Araraquara no contexto nacional durante ataques de 8 de janeiro

Evento discute impacto local e nacional dos atos antidemocráticos que marcaram o início de 2023

Por Por Geisa Ferreira da Silva-
6 Min

Câmara debate atuação de Araraquara no contexto nacional durante ataques de 8 de janeiro
Audiência na Câmara de Araraquara vai debater os atos de 8 de janeiro e o papel da cidade na defesa da democracia / Foto ilustrativa: Marcelo Camargo por Agência Brasil/ Arquivo.

 

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A Câmara de Araraquara realiza, nesta quinta-feira (8), uma Audiência Pública para debater os desdobramentos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, data marcada pela invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília. O encontro acontece a partir das 18h30, no plenário do Legislativo.

 

A audiência foi convocada por meio de requerimento de agendamento apresentado pelos vereadores Paulo Landim, Alcindo Sabino, Fabi Virgílio, Filipa Brunelli e Maria Paula, todos do PT, além de Guilherme Bianco (PCdoB). Segundo os parlamentares, o objetivo central é refletir sobre o significado histórico e político daquele episódio, especialmente sob a perspectiva do papel simbólico exercido por Araraquara naquele momento crítico para a democracia brasileira.

 

O debate ocorre três anos após os ataques às instituições e busca não apenas relembrar os fatos, mas também reforçar os valores democráticos, a importância do respeito ao resultado das eleições e a necessidade de vigilância permanente diante de ameaças à ordem constitucional.

 

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Araraquara no centro das decisões daquele domingo

 

No domingo, 8 de janeiro de 2023, enquanto manifestantes invadiam o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava em Araraquara, acompanhando de perto os estragos provocados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade dias antes.

 

Naquele mesmo dia, Lula se reuniu com ministros e autoridades locais dentro da Prefeitura de Araraquara, de onde coordenou as primeiras ações de resposta do Governo Federal para conter os ataques e restabelecer a ordem institucional em Brasília. Foi a partir dessas reuniões que se definiram medidas emergenciais de segurança nacional. Esse contexto fez com que Araraquara se tornasse, ainda que de forma circunstancial, um epicentro simbólico da resistência democrática, como destacam os vereadores no requerimento que originou a audiência pública.

 

 

Participações confirmadas na audiência

 

A audiência pública contará com a presença ou representação de diversas instituições, entre elas:

  • Presidência da República;
  • Governo do Estado de São Paulo;
  • Prefeitura de Araraquara;
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública;
  • Ministério Público;
  • OAB – Subseção Araraquara;
  • Unesp e Uniara.

 

Também foram convidadas as deputadas estaduais Márcia Lia e Thainara Faria, além de representantes de partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais e entidades da sociedade civil.

 

Data, local e transmissão

🗓️ Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026
18h30
📍 Câmara Municipal de Araraquara
🏛️ Rua São Bento, 887 – Centro

 

A audiência será aberta ao público e transmitida ao vivo pela TV Câmara, além das redes sociais da Câmara Municipal, pelo Facebook e pelo YouTube, além do Facebook do Portal Araraquara Agora.

 

 

 

Objetivo do debate é fortalecer a democracia

 

De acordo com os organizadores, a audiência pretende analisar como o município se inseriu naquele cenário histórico e qual foi sua contribuição simbólica para a defesa da democracia brasileira. Antes, ocorre um ato unificado, às 18h. A ação também busca promover a reflexão sobre o papel das instituições, da sociedade civil e dos poderes públicos diante de tentativas de ruptura democrática.

 

Democracia é um exercício contínuo: votar, respeitar o resultado das eleições, a Constituição, as leis e o Estado de Direito”, reforçam os organizadores do ato. Para eles, defender a soberania nacional é defender o presente e o futuro do país.

 

 

Ato Unificado:

Nesta quinta-feira (8) às 18h;
Câmara de Araraquara;
Rua São Bento, 887, Centro.

 

 

Condenações no STF marcam enfrentamento aos atos golpistas

 

Três anos após os acontecimentos, o Supremo Tribunal Federal já condenou mais de 800 pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Até meados de dezembro de 2025, conforme dados do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos, foram 810 condenações relacionadas diretamente à tentativa de golpe.

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou 1.734 ações penais, dividindo os acusados entre incitadores, executores e núcleos estratégicos que sustentaram a tentativa de permanência no poder após a derrota eleitoral de 2022.

As condenações envolvem crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

 

 

Núcleos da trama golpista e penas aplicadas

 

Até o momento, o STF concluiu o julgamento de 29 réus ligados aos quatro principais núcleos da trama golpista. Apenas dois acusados foram absolvidos por falta de provas. As penas aplicadas chegam a mais de 27 anos de prisão, incluindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses.

 

Também foram condenados ex-ministros, militares de alta patente, policiais federais e ex-dirigentes de órgãos estratégicos do governo federal. Além das penas de prisão, os condenados estão inelegíveis por oito anos, podem perder cargos públicos e, no caso de militares, responder a processos para perda de patente.

 

Há ainda foragidos no exterior, incluindo condenados que romperam tornozeleiras eletrônicas e estão na Argentina ou nos Estados Unidos, com pedidos de extradição em andamento.

 

Informações: Agência Brasil.

 

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FONTE: Câmara Araraquara.
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