07/03/2022 às 00h45min - Atualizada em 07/03/2022 às 00h45min

O que a Ferroviária precisa fazer para ser apoiada?

A maneira com que algumas pessoas se referem ao time da cidade é um tanto quanto triste

Por: Guilherme Moro
Foto: Tiago Pavini/Ferroviária SA

Com o rebaixamento do Novorizontino, uma dúvida permeia o cenário do futebol paulista: como um time tão bem estruturado e que veio de um acesso tão importante, foi rebaixado no estadual sem sequer ter conquistado uma vitória até aqui? 

O que pra muitos pode ser inexplicável, é simples de entender. O Novorizontino pouco se reforçou pra essa temporada, mantendo a base que disputou a Série C em 2021 e que conseguiu o acesso para o segundo nível do futebol nacional. 

É notável que os atletas que disputam o Paulistão são nível de Série A e B do Brasileiro. O time de Novo Horizonte, talvez buscando focar seus investimentos no segundo semestre, acabou por disputar o estadual com os mesmos jogadores que estavam na última temporada. 

É impossível olhar para o Novorizontino e não lembrar da Ferroviária. As duas equipes caíram para a Série A2 em 1996 e retornaram juntas em 2015. O Tigre conseguiu crescimento a nível nacional de forma muito mais rápida, mas o rebaixamento põe todo o projeto em risco. 

E a Ferroviária? Bom, é claro que a torcida em geral esperava uma campanha mais tranquila no Paulistão, mas não acredito em um rebaixamento, analisando a tabela, a maneira com que a  equipe se portou frente ao Vasco e os próximos adversários que ela tem pela frente. 

Em Araraquara acontece algo muito curioso: parece que parte das pessoas em torno do clube, torcem contra o mesmo, pela forma que se referem ao projeto e ao time em geral. 

São sete anos consecutivos disputando o estadual mais difícil do país, sendo que em quatro anos dos deles, a equipe tinha pouco aparato monetário para contratar atletas, o que resultou em diversas contratações que renderam frutos importantes. Podemos citar Tadeu, Felipe Ferreira, Arthur Henrique,  Diogo Mateus e o técnico Vinícius Munhoz como bons exemplos desse método de trabalho. 

A grama do vizinho sempre será a mais verde e o árduo trabalho de anos, poucas vezes é valorizado. Precisamos entender o lugar que a Ferroviária está e onde ela percorreu pra chegar até aqui.

A falta de apoio é sentida até mesmo por Elano Blumer, treinador da equipe, que comentou por livre e espontânea vontade sobre o assunto em uma de suas coletivas de imprensa.

"Eu acho que a gente tem que parar de ser negativo e ser um pouco mais positivo. Não é só a Ferroviária que tem 10 pontos no campeonato. Precisamos acreditar, o trabalho vem sendo bem executado. Algumas situações aqui são muito negativas. Nós queremos o melhor da Ferroviária, mas pra isso tem que todo mundo estar remando pro mesmo lado. A dificuldade no futebol é feita pra todos".

Claro que há uma parcela em torno da Ferrinha que apoia e busca sempre analisar mais do que acontece dentro das quatro linhas, mas algumas posturas precisam ser mudadas. É algo delicado, que vai ser modificado ao longo dos anos. Um pouco de apoio não faz mal à ninguém.


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