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20/05/2022 às 11h07min - Atualizada em 20/05/2022 às 11h07min

Sono ruim pode prejudicar o funcionamento de todo o corpo

Cardiologista Yuri Brasil explica como as noites mal dormidas contribuem para o acúmulo de placas perigosas nas artérias

Pixabay

As noites de insônia não significam apenas horas não dormidas, mas também se caracterizam pela má qualidade do sono, que podem ter relação com a apneia destrutiva, dificuldade para adormecer ou mesmo problemas para manter o repouso continuamente durante a noite. Um estudo publicado na revista do Colégio Americano de Cardiologia apontou que um sono ruim pode prejudicar o funcionamento de todo o corpo.


A publicação indica que dormir menos de seis horas ou acordar com frequência a noite aumenta o risco de desenvolver placas prejudiciais em todas as artérias, não apenas nas do coração. Apesar de pesquisas anteriores já mostrarem como a qualidade do sono está associada à doença cardíaca coronária, o cardiologista Yuri Brasil comenta ser a primeira vez que relacionam a situação com a aterosclerose no organismo de forma geral.

“Além das demais complicações cardíacas, quando essa condição se apresenta de forma elevada, ainda acarreta em um aumento do risco de derrames, problemas digestivos e da má circulação, que pode resultar em quadros de dormência e dor nas extremidades”, diz o especialista.


Quadros crônicos de insônia também estão intimamente ligados à ansiedade e à depressão. Dr. Yuri explica que essa conexão se desenvolve pela necessidade do corpo em lidar com o estresse causado pela sonolência.

 

Dormir mal no início da vida, inclusive, contribui para o desenvolvimento de placas que fortalecem a doença de Alzheimer e outros tipos de demência.”


Diante desse cenário, um sono profundo e que dure mais de 8 horas se mostra fundamental para o rejuvenescimento do corpo, sendo imprescindível para a liberação de hormônios que possuem a função de reparar células e construir tecidos no corpo e no cérebro.

 

“Todos podem e devem se empenhar para melhorar o próprio sono, através da realização regular de exercícios, da boa alimentação e do abandono de hábitos nocivos ao organismo, como o consumo exagerado de álcool e o tabagismo. Considerar um ambiente adequado e configurar uma rotina de sono também são medidas importantes”, orienta.


Já os pacientes com problemas de saúde específicos que influenciam na qualidade do repouso devem buscar ajuda médica a fim de solucionar ou controlar as situações predeterminantes.

 


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