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31/05/2022 às 09h38min - Atualizada em 31/05/2022 às 09h38min

Entenda o esquema: Distribuidora simulava produção, mas vendia produto importado

Método era utilizado para burlar tributação

Direto da Redação

A Distribuidora de cigarros de Araraquara, principal alvo da operação Nuvem de Fumaça, simulava produção nacional, mas vendia produto importado. Segundo a Secretaria da Fazenda,  a fábrica, localizada na Avenida Engenheiro Camilo Dinucci, no bairro Cecap, comprava o produto importado de outros países irregularmente, simulava sua produção na Fábrica de Araraquara e comercializava como produto nacional.


Desta forma, a distribuidora burlava o pagamento de impostos. “A distribuidora de cigarros é responsável atualmente por uma dívida superior a R$ 213 milhões com o Estado de São Paulo, fruto de contumaz e sistemática inadimplência tributária e de uma sofisticada blindagem patrimonial por meio de estruturas societárias nacionais e offshores”.

 

De acordo com as investigações, a sonegação fiscal e a preordenada inadimplência tributária envolvia, além da blindagem patrimonial, operações simuladas de produção e circulação de cigarros e importação irregular do produto efetivamente comercializado”, diz nota.

 


Ainda de acordo com as investigações, o grupo econômico seria sucessor de uma das maiores devedoras da União, com dívidas em tributos federais de mais de R$ 3 bilhões.

 

O que se sabe até agora

 

 

A Operação Nuvem de Fumaça foi deflagrada na manhã desta terça-feira (31) em Araraquara e mais três cidades do estado: São Paulo, Marília, Bady Bassit e Taubaté


A ação foi organizada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP). O órgão é composto pela Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

 

O objetivo é, por meio de investigações conjuntas, combater a sonegação e a fraude fiscal estruturada no ramo do tabaco, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


São cumpridos 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Criminal de Araraquara, além de bloqueio de bens imóveis, veículos de luxo, embarcações, aeronaves, marcas e direitos creditórios do grupo econômico reconhecido em decisão proferida pela Justiça Cível de Araraquara.

 

Os mandados estão sendo cumpridos por 40 auditores fiscais da Receita Estadual, 14 promotores de Justiça e nove procuradores do Estado, além de nove servidores das três instituições e de equipes dos batalhões da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

Vale lembrar que a A operação ocorre no "Dia Mundial sem Tabaco", criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.


O Portal Araraquara Agora acompanha a operação.


O  Residencial Dahma I também foi alvo da operação. Veja as imagens no local na manhã de hoje: 



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