Uma ocorrência de violência doméstica registrada na noite deste domingo (7) mobilizou equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Araraquara e terminou com a prisão de um homem de 27 anos acusado de agredir sua ex-companheira. O caso aconteceu nas proximidades da rotatória da Fonte Luminosa, em uma área de grande circulação de pessoas da cidade.
Segundo informações da GCM, a equipe realizava patrulhamento ostensivo pela Avenida Bento de Abreu quando foi abordada por um morador que relatou uma situação de agressão envolvendo um homem e duas mulheres. De acordo com o denunciante, o suspeito estava atacando uma das mulheres e teria quebrado o aparelho celular da vítima nas proximidades de um estabelecimento comercial conhecido na região.
Após receberem a denúncia, os guardas foram até o local indicado. Ao chegarem, encontraram um veículo parado atravessando parte da via e três pessoas ao redor. Nesse momento, ouviram uma mulher gritando por socorro, o que levou à abordagem imediata. A rápida ação da equipe permitiu a abordagem dos envolvidos e o início da apuração dos fatos ainda no local.
Conforme o boletim da ocorrência, os guardas identificaram o suspeito, de 27 anos, e a vítima, uma mulher de 24 anos. Também havia uma terceira pessoa presente na situação. Durante o atendimento, os agentes constataram que um veículo de cor preta, estacionado nas proximidades, pertencia a uma mulher que havia parado para prestar auxílio à vítima.
Em conversa com os guardas, o homem afirmou que teria sido agredido anteriormente pela ex-companheira e que, em razão da discussão, acabou desferindo chutes contra a motocicleta pertencente a ela.
Já a vítima apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo seu relato, o ex-companheiro teria comparecido ao seu local de trabalho durante o dia, causando tumulto e iniciando discussões. Ainda de acordo com a mulher, posteriormente o suspeito entrou em contato por telefone solicitando um encontro sob o argumento de que desejava conversar e pedir desculpas pelos desentendimentos anteriores.
A vítima informou que decidiu comparecer ao local acompanhada de uma amiga. Porém, durante a conversa, a situação teria saído do controle.
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Segundo o depoimento prestado pela vítima, o homem teria iniciado uma nova discussão e, em determinado momento, tomado seu aparelho celular. A mulher relatou que o suspeito arremessou o telefone ao chão, causando danos ao equipamento. Em seguida, ela afirmou ter sido atingida por um tapa na região do peito.
Além da agressão física, a motocicleta da vítima também teria sido alvo de chutes desferidos pelo acusado durante o desentendimento. Os fatos foram registrados como ocorrência relacionada à Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006), legislação criada para combater e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
Após a intervenção da Guarda Civil Municipal, as partes foram encaminhadas ao plantão policial para apresentação da ocorrência e adoção das medidas legais cabíveis. Na delegacia, a vítima formalizou o pedido de medida protetiva de urgência, instrumento previsto na Lei Maria da Penha que busca garantir a integridade física e psicológica da mulher em situações de risco.
As medidas protetivas podem incluir o afastamento do agressor, proibição de contato com a vítima e restrições de aproximação, entre outras determinações judiciais. O pedido foi registrado conforme manifestação expressa da mulher durante os procedimentos policiais.
Após análise dos fatos pela autoridade policial, o homem foi preso e encaminhado à Cadeia Pública, onde permaneceu à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação. A ocorrência reforça a importância das denúncias feitas por testemunhas e cidadãos que presenciam situações de violência.
Neste caso, o relato de um morador e a rápida resposta da Guarda Civil Municipal foram fundamentais para o atendimento da vítima e para a adoção das medidas legais previstas.
Vale lembrar que mulheres vítimas de violência doméstica podem buscar ajuda por meio das forças de segurança, delegacias especializadas e canais oficiais de denúncia. O telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, funciona gratuitamente em todo o país e oferece orientação e encaminhamento para serviços de proteção.
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