10/06/2021 às 17h02min - Atualizada em 10/06/2021 às 17h02min

Fonte Luminosa: os 70 anos de um palco com momentos marcantes para o futebol de Araraquara

Torcedores relembram os históricos momentos que viveram no estádio

Guilherme Moro
Tetê Viviani
A história do esporte araraquarense e da Fonte Luminosa se confundem. Inaugurado no dia 10 de junho de 1951, o estádio Doutor Adhemar de Barros virou a casa da Associação Ferroviária de Esportes e a segunda casa de todos os araraquarenses. O primeiro jogo do estádio foi contra o Vasco da Gama, que derrotou a reçém-fundada Ferroviária pelo placar de 5x1. A goleada sofrida na estreia não abalou a identidade da Locomotiva com o local.

São 70 anos de muitas histórias e de jogos que ficaram marcados pra sempre. Convocamos torcedores da Locomotiva para darem relatos dos jogos mais especiais e emocionantes que viveram dentro deste templo do futebol interiorano.

O primeiro torcedor é membro da equipe do Araraquara Agora Esportes. São mais de 20 anos ao lado da Ferrinha, acompanhando o time nas mais diversas cidades e divisões. Diego Coxi, de 30 anos, contou qual foi o jogo mais marcante que presenciou na Fonte Luminosa. "Pra mim é muito fácil falar sobre a Fonte Luminosa. É a minha segunda casa. No antigo estádio o jogo mais marcante que presenciei foi em 1993, quando a Ferroviária jogou contra o Palmeiras e, infelizmente, perdeu por 1x0. Me lembro que o estádio estava lotado. Fui com o meu pai nesse jogo e pra mim, que era uma criança, foi sensacional ver aquele momento da Ferroviária. Na nova Fonte Luminosa, um jogo muito marcante foi aquele contra o Novorizontino, em que a Ferroviária venceu por 4x0 e praticamente carimbou o acesso para a Série A1", relembra.

Outro torcedor apaixonado pela Locomotiva Grená é Rafael Lia, que começou a acompanhar a equipe na pior fase de sua história, quando a Locomotiva disputava a quarta divisão estadual. "Tive muitos momentos inesquecíveis dentro da Fonte Luminosa, tanto positivamente quanto negativamente. Algumas feridas não cicatrizaram, como no ano em que a gente deixou escapar um acesso pra A2 do Paulistão perdendo pro XV de Jaú e o título perdido pro XV de Piracicaba, pela Copa Paulista. Escolher um momento positivamente inesquecível é uma tarefa difícil. Eu poderia citar um jogão de bola que foi contra o Fluminense, pela Copa do Brasil de 2016, onde a perdíamos por 2x0, com um jogador a menos e viramos pra 3x2 e cedemos o empate no final. Que jogo! Também poderia citar os momentos recentes em que batemos de frente com os times grandes, o que fez todo afeano sentir a Ferroviária grande e de volta ao seu lugar. Se me permitem, vou escolher dois: Ferroviária 3x1 Juventude, na antiga Fonte Luminosa, pela Copa do Brasil de 2006. O Juventude jogava a 1ª divisão do Brasileiro e nós a segundona do Paulistão, sem divisão nacional, então foi a primeira vez que eu pude sentir a Ferroviária como um time grande, jogando uma competição nacional e vencendo um time de 1ª divisão. Por fim, tenho que citar o título da Copa Paulista de 2017 contra a Inter de Limeira. Foi a primeira vez que vi, no estádio, a Ferroviária ser campeã e talvez o momento mais feliz que vivi na Fonte Luminosa", finaliza Lia.

Roberta Silva é figurinha carimbada em jogos da Locomotiva dentro e fora de casa. Representando as milhares de torcedoras da Ferrinha, Roberta contou qual foi o seu jogo mais marcante dentro da Fonte, com direito a uma viagem pelos anos 80. "Na década de 80, eu assistia aos jogos na parte dos sócios e ficava com o meu pai e a minha mãe. A primeira memória que me vem ao relembrar um momento marcante, era de quando o jogador Bozó ia cobrar os escanteios e nós da torcida gritávamos: 'Bozó, Bozó, Bozó'. Eu tinha só 12 anos e ficou muito marcado. A bola ia para área e o atacante Marcão sempre estava lá para cabecear. Era gol na certa! Uma memória mais recente, foi do jogo contra o Corinthians no Paulistão de 2017, que a Ferroviária ganhou de 1x0, com um gol de pênalti, marcado pelo Alan Mineiro".

O nosso quarto e último convidado é Rodrigo Guidelli, que assim como Rafael Lia, buscou no ano de 2007 uma de suas maiores lembranças dentro da Fonte Luminosa. "Aquele jogo da Copa do Brasil de 2007 foi demais. A Ferroviária saiu na frente, tomou o empate, perdeu um jogador expulso e mesmo assim fez mais dois gols contra o Juventude, que era uma equipe de Série A. Um dos jogadores do Juventude chegou para o técnico Ivo Wortmann e disse: 'Não dá! Os caras estão correndo muiti. Parece que eles estão com um a mais". 

Qualquer torcedor da Ferroviária se um dia pudesse abraçar a Fonte Luminosa, com certeza não iria solta-lá nunca mais. Não é só um estádio, é a nossa casa e nunca será só futebol!

 
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