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21/09/2021 às 10h34min - Atualizada em 21/09/2021 às 10h34min

Especialista alerta: Riscos da variante Delta não deveriam permitir flexibilização das medidas restritivas

Docente da USP vê o cenário de reabertura como negativo e avalia que o fim de todas as restrições em novembro é algo perigoso

Por Patrick Fuentes - Jornal USP
Foto:Canva/ Ilustração

Planos de flexibilização das medidas de segurança sanitária para reabertura de comércios e serviços, que não levem em consideração a variante Delta, colocam em risco os avanços da vacinação no Brasil.

 

O País possui cerca de 35% da sua população totalmente imunizada, após sete meses do início da campanha de vacinação. Mesmo tendo um dos maiores programas de vacinação do mundo, o País acabou ficando para trás no números de vacinados, por motivos mercadológicos e políticos.

 

No Estado de São Paulo, a Delta é a cepa dominante da covid-19 desde meados de agosto. Especialistas da área de epidemiologia alertam para o risco de uma nova explosão de casos causada pelas variantes. No entanto, muitos Estados, como São Paulo, seguem com os planos de retorno ao normal ainda para este ano.

 

Não é hora de festejar, não é hora de abrir”, afirma o professor Gonzalo Vecina Neto, do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. De acordo com o professor, apesar da estabilidade de casos, o momento para flexibilizar as medidas de segurança não é o ideal, devido aos riscos que a variante Delta traz.

 

Estudos apontam que a variante diminui a eficácia das vacinas, isto é, a capacidade do imunizante de impedir o contágio pelo sars-cov-2 é reduzida. Essa “brecha” na imunidade permite que pessoas contaminadas e assintomáticas sejam vetor do vírus sem saberem. É importante ressaltar que a vacinação continua sendo uma das melhores formas de prevenir a doença, junto com o uso de máscaras e higienização das mãos.

 

Para Vecina, o falso senso de segurança que veio com a campanha de vacinação contra a covid-19 cria um cenário de apreensão e propensão para que novas variantes surjam. Para que um plano de flexibilização seja viável, é necessário que o número de pessoas totalmente imunizadas seja maior, cerca de 80% da população. “O problema é que nós não tínhamos e ainda não temos vacinas suficientes”, comenta o professor sobre os problemas que impedem a aceleração da vacinação no Brasil.

 

Segundo ele, não há um avanço ou aceleração na vacinação, considerando a estrutura para aplicação de vacinas que o País possui.

 

Todos os Estados estão recebendo e aplicando doses de acordo com a disponibilidade dos imunizantes e do tamanho da sua população.


“Não tem nenhum Estado mais adiantado. Todos os Estados receberam uma quantidade equivalente de doses do Ministério da Saúde”, ressalta Vecina.

 

Confira a reportagem completa no Jornal da USP

 


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