05/06/2020 às 19h29min - Atualizada em 05/06/2020 às 19h36min

Comércio não vai fechar na segunda-feira, diz secretária da Saúde

Por Willian Oliveira

A secretária de Saúde Eliana Honain afirmou no começo da noite desta sexta-feira (05) que o comércio de Araraquara não vai fechar as portas na próxima segunda-feira (08). Havia muita apreensão em relação ao tema já que nas últimas 72 horas a cidade registrou seus maiores picos de confirmações do novo coronavírus. A cidade soma 344 pessoas com a doença desde o início da pandemia.

Em entrevista recente para a Rádio Saudades FM de Matão ela tinha afirmado que a decisão seria tomada no próximo domingo (08), mas em transmissão ao vivo na página da Prefeitura, no Facebook, ela bateu o martelo hoje mesmo. “Não tem lockdown. Não fecha o comércio na segunda-feira. O que a gente pede é cautela. Vamos sair apenas quando a gente precisa, mantendo as regras, nós vamos refletir e nós vamos conversar”, disse Honain.

A secretária reforçou que os resultados dessa semana não são reflexos dessa semana de reabertura. “Na nossa análise, mais do que o Dia das Mães, esse é resultado daquele feriado do dia 25 de maio. Não é porque abriu o comércio. O resultado da abertura do comércio vai aparecer na quarta ou quinta-feira da próxima semana”, afirmou a secretária.

Segundo ela, mesmo com o comércio aberto e os casos subindo a cidade está em uma situação considerada confortável. “A reabertura do comércio vai ser preocupante a partir do momento que nossa taxa de ocupação dos leitos acender um sinal de alerta que nós não poderemos mais correr o risco de ter casos positivos. Então qual é essa análise: será na semana que vem, mas não apenas com a positividade dos casos. Não teremos lockdown. Se nós chegarmos a uma taxa de ocupação no seu limite, nós vamos estudar no que recuar. Nós vamos começar a monitorar ”, detalhou.

Nas semanas anteriores Araraquara registrava, em média, entre 16 a 18% de casos positivos do total de amostras enviadas para análise. Essa semana chegou a até 38% de confirmações no total de amostras.

Apesar desses indicadores o número de pacientes internados não subiu muito. A taxa de ocupação de enfermaria gira em torno de 14% e da UTIs está em 29%. “A gente fica nesse sinal de alerta porque não podemos e não queremos chegar próximo a 50% da taxa de ocupação. O estado diz que não podemos ficar perto de 60% da taxa de ocupação então ainda é uma situação tranquila. Se não existissem esses leitos do Hospital de Campanha nós não estaríamos nessa situação de flexibilização”, concluiu.

 


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