Acusado é pastor
Criança é estuprada por padrasto em Araraquara
Segundo boletim de ocorrência, vítima foi abusada durante quatro anos

Uma adolescente, de 12 anos, foi estuprada durante quatro anos pelo padrasto, um pastor de 45 anos. A mãe, de 38 anos, ficou sabendo do ocorrido depois que se separou do acusado. A família mora no Bairro Maria Luiza.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe descobriu os abusos quando comunicou a filha que iria se divorciar do marido. A menina começou a chorar e relatar os abusos que sofria desde os oito anos de idade. A mulher ainda tem outro filho, de 10 anos, que sofria agressões físicas do pastor.
A mãe já tinha observado a mudança de comportamento da filha que estava “rebelde, triste e dizia que queria morrer”, segundo seu relato a polícia.
Segundo a filha, os abusos começaram quando a família residia na cidade de Assis (300 quilômetros de Araraquara). Durante o casamento a família ainda morou nas cidades de Matão, São Carlos, Alto Paraná, Paranavaí antes de voltarem para Araraquara.
Os abusos começaram quando a mãe trabalhava no período noturno. Ela declarou que enquanto trabalhava, o marido agredia as crianças com chutes e xingamentos, além de abusar sexualmente da filha.
O filho chegou a relatar para mãe que tinha visto o acusado “deitado de conchinha, se esfregando”, na vítima. A mãe relatou que percebia olhares estranhos do marido e que chegou a levar a filha com ela quando saía de casa. Na época ela indagou o marido, que negou tudo.
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Quatro anos de abuso
Segundo o relato da polícia, o abuso começou desde o início do relacionamento, assim que o acusado foi morar com a mãe em julho de 2017.
Ele começou a acariciar as partes íntimas da menina e chegou a esfregar seu órgão genital no corpo da vítima. As agressões foram piorando com o passar do tempo. Conforme a criança crescia, ele começou a estuprá-la. Ele fazia sexo com a menina.
A mãe não conseguiu mais detalhes da filha, pois a adolescente chora muito e está visivelmente traumatizada.
Bom na Igreja, agressor em casa
Segundo a mãe, no seu relato à polícia, o pastor “tem duas personalidades”. Ela disse que era manipulada por ele: “Na igreja se comportava de um jeito bondoso e carinhoso, enquanto em casa era agressivo tanto fisicamente quanto em palavras”.
Foi registrado um boletim de ocorrência. A menina vai passar por exames para confirmar os abusos. O caso agora segue para investigação.
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