12/05/2020 às 13h46min - Atualizada em 12/05/2020 às 14h11min

Prefeitura recorre a Justiça para recuperar dinheiro de respiradores chineses

Por Willian Oliveira

A Prefeitura de Araraquara recorreu a Justiça para garantir de volta os R$ 500 mil pagos como adiantamento na compra de respiradores importados da China. Por desacordo entre a empresa importadora e o município em relação aos valores, os equipamentos nunca saíram do solo asiático. Esse valor corresponde a 50% do total pago a empresa, com sede em São Paulo, que é de R$ 1,049 milhão.

“Na ação foi requerida liminar determinando o bloqueio das contas bancárias da empresa que descumpriu suas obrigações com o Município. Concedida a liminar pelo poder Judiciário da Comarca de Araraquara, o Município conseguiu, no dia de ontem (11), o bloqueio de aproximadamente R$ 500 mil da conta da mencionada empresa”, informou a Procuradoria Geral do Município.

Para conseguir o restante dos valores, o município deve novamente acionar a Justiça, mas dessa vez os alvos serão os donos da empresa. “A Prefeitura repetirá a ação para bloqueio de bens e valores, agora dos CPFs vinculados aos sócios e representantes legais  da empresa importadora”.

A R.Y Top Brasil, responsável pela negociação que não deu certo tem repetido em comunicados para a imprensa que o valor creditado pela Prefeitura na conta da empresa será devolvido.

A compra

Em meados de abril a Prefeitura de Araraquara anunciou a negociação para a compra de 25 respiradores eletrônicos, considerados os mais sofisticados e indicados para a instalação em leitos de UTI. O contrato, que poderia chegar a mais de R$ 4,1 milhões nunca chegou a ser cumprido. Segundo o município, embora um sinal tenha sido pago, no valor de mais de R$ 1 milhão, ele foi cancelado por divergências em relação ao valor.

A polêmica tem circulado nas redes sociais porque muitas pessoas consideram o valor do contrato acima do praticado pelo mercado. Em ano de eleição o tema também tem sido recorrente entre os principais adversários do prefeito, que criticam a tentativa de compra e creditam a desistência ao fato do caso ter se tornado público.


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