Repúdio
Entidades repudiam ato de racismo religioso com placa de Madrinha Cida
Placa de Madrinha Cida foi vandalizada na última quinta-feira (13)

Entidades repudiaram um ato de racismo religioso praticado em Araraquara, na placa de Madrinha Cida, que nomeia a "Praça Aparecida do Carmo Francisco Felipe. O caso aconteceu na última quinta-feira (13).
A nota repudiando o acontecido é assinada pelo Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo - COMCEDIR, Coordenadoria Executiva de Políticas Étnico-Raciais, Comissão de Combate à Discriminação Racial OAB Araraquara, Dr. Felipe José Maurício de Oliveira (Presidente da 5ª Subseção da OAB/SP), Frente Parlamentar Antirracista da Câmara Municipal de Araraquara e RENAFRO- Rede Nacional das Religiões de Afro Brasileiras e Saúde.
Na ocasião, a placa de Madrinha Cida foi vandalizada com palavras que denotam racismo e intolerância. As entidades ressaltaram que o criminoso precisa ser identificado para que seja punido. "Entendemos que enquanto sociedade democrática de direitos, não devemos nos silenciar diante deste fato e o criminoso precisa ser identificado, julgado e punido por seus atos. A prática de racismo religioso é inaceitável e sempre será firmemente combatida por esse coletivo de pessoas e de instituições através de meios legais, lembrando que se trata de crime inafiançável e imprescritível", diz a nota assinada pelas entidades.
As entidades também manifestaram solidariedade para a família da Madrinha Cida. "Nos solidarizamos com a família da Madrinha Cida, e em nome da sua filha Janaina e do Grupo Espiritual e Assistencial de Umbanda Indio Paraguassu, Pedra Verde e Iru e também todos religiosos que são inevitavelmente atingidos sempre que um episódio como esse acontece", completa a nota.
Veja abaixo, na íntegra, o repúdio das entidades
"O Centro de Referência Afro “Mestre Jorge”, a Frente Parlamentar Antirracista da Câmara Municipal de Araraquara, o Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo - COMCEDIR, a Comissão de Combate à Discriminação Racial - OAB Araraquara, a RENAFRO- Rede Nacional das Religiões de Afro Brasileiras e Saúde e a Coordenadoria Executiva de Políticas Étnico-Raciais, vem por meio deste, repudiar veemente, o dano explicitamente racista e vergonhoso ocorrido no dia 13 de outubro, na placa que nomeia a Praça Aparecida do Carmo Francisco Fellipe, (Cida Madrinha) em Araraquara.
Entendemos que enquanto sociedade democrática de direitos, não devemos nos silenciar diante deste fato e o criminoso precisa ser identificado, julgado e punido por seus atos.
A prática de racismo religioso é inaceitável e sempre será firmemente combatida por esse coletivo de pessoas e de instituições através de meios legais, lembrando que se trata de crime inafiançável e imprescritível.
Não pouparemos esforços para combater quaisquer ações de violência e crimes de ódio em especial que tentem ofuscar a memória e a trajetória de uma liderança que sempre foi referência por tamanha doação à caridade e a vida espiritual a frente do Grupo Espiritual e Assistencial de Umbanda Índio Paraguassu, Pedra Verde e Irú.
Considerando que o Brasil é estruturado pelo Racismo, as violências sofridas pelos religiosos de Matrizes Africanas evidenciam cada vez mais o quanto uma parcela da sociedade está adoecida e não se envergonha em discriminar abertamente as pessoas em virtude de sua religião ou cor da pele e se incomodam por estas trazerem em si o orgulho de sua ancestralidade.
Nos solidarizamos com a família da Madrinha Cida, e em nome da sua filha Janaina e do Grupo Espiritual e Assistencial de Umbanda Indio Paraguassu, Pedra Verde e Iru e também todos religiosos que são inevitavelmente atingidos sempre que um episódio como esse acontece.
É com total desprezo e com um enfrentamento sério ao racismo religioso que conseguiremos uma sociedade em que fatos como este não mais ocorram. Estaremos alertas na defesa dos direitos pela vida".
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