28/01/2021 às 17h09min - Atualizada em 28/01/2021 às 17h09min

Feriados devem causar prejuízo de R$ 183 milhões para o varejo na região de Araraquara

O varejo na região de Araraquara deixará de faturar cerca de R$ 183 milhões com os feriados e pontos facultativos em 2021, como mostra um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O montante representa 0,8% de tudo que o setor vende ao longo de um ano – também é praticamente o mesmo que ficar três dias completamente fechado. No que diz respeito aos efeitos relativos apontados pelo estudo, as lojas de móveis e decoração devem aumentar em 31,7% as perdas de vendas, na comparação com o ano passado. Na sequência estão os supermercados, com 8,2%, enquanto as lojas de vestuário, tecidos e calçados e as farmácias e perfumarias devem registrar neste ano, respectivamente, variações de 4,9% e 3%, no que tange às perdas estimadas por causa dos feriados, sempre na comparação com as perdas que foram projetadas em 2020. Apesar das lojas de móveis e decoração terem apresentado maior perda relativa na comparação com o ano passado, em valores absolutos a participação do segmento no total do comércio varejista é baixa – o segmento representa apenas 1,4% dos valores totais. Por outro lado, os supermercados representarão 54,2% de todo o faturamento que deixará de ser realizado em decorrência dos feriados e pontos facultativos este ano. Na sequência das atividades que deverão registrar as maiores perdas de faturamento em valores absolutos estão as farmácias e perfumarias, com 24% e 12,5%, respectivamente. A título de comparação, quando feita a relação com as perdas projetadas para 2020, é provável que o impacto relativo aos feriados seja ligeiramente maior neste ano. Segundo João Delarissa, analista econômico do Sincomercio Araraquara, “considerando o mesmo número de feriados e pontes nos dois anos, o faturamento que deixará de ser realizado pela região em 2021 pode ser até 2,3% maior que os R$ 179 milhões estimados para 2020”. Porém, embora a base de comparação seja a mesma, é preciso considerar que os impactos dos feriados anulados, misturados aos efeitos da pandemia de Covid-19, podem provocar certa inconsistência nos números do estudo, que é feito sempre no início de cada ano e que, em 2020, não considerou os reflexos da pandemia. Delarissa ainda ressalta que o ano de 2020 foi completamente atípico para todos. “As medidas de restrição das atividades e o isolamento social causaram grandes mudanças nos hábitos das famílias e, consequentemente nos resultados do comércio. Portanto, esse estudo não tem o propósito de refletir com precisão os efeitos que a crise sanitária vem causando sobre a economia do país.” O objetivo principal é que esses dados sirvam de referência para o planejamento dos empresários diante dos desafios crescentes, que vêm sendo enfrentados pelo setor varejista. Em relação aos fatores que contribuem para as atuais estimativas, ou seja, as razões que explicam a expectativa de maiores perdas este ano, entre eles está o maior tempo de confinamento das pessoas dentro de casa, por motivos de trabalho ou pela própria necessidade de distanciamento social. “Em condições normais, no translado entre casa e trabalho ou durante o horário de almoço, as pessoas circulam pelo comércio e isso estimula o consumo, por meio das compras por impulso, hábito que tem diminuído com as pessoas em casa por mais tempo”, avalia o analista econômico do Sincomercio. É importante ressaltar, por outro lado, que os gastos com consumo se deslocam parcialmente para outros segmentos, como serviços, bares e restaurantes, deliveries, entre outros. Apesar da atual conjuntura, o turismo também é beneficiado nesses períodos, havendo um relativo balanceamento entre as perdas e ganhos nos diferentes tipos de atividade econômica. É possível que novas restrições às atividades ocorram em decorrência de incertezas no campo da saúde em 2021. Além disso, a antecipação ou o adiamento de feriados ou datas comemorativas podem interferir na dinâmica do calendário comercial e, por consequência, nos cálculos realizados por esse estudo. Estado de São Paulo e Brasil A FecomercioSP também realizou o cálculo do impacto para o comércio paulista. A estimativa é de o varejo deixar de faturar R$ 6,4 bilhões, 5,2% a mais do que havia sido projetado para 2020, antes da pandemia. Os supermercados devem deixar de faturar R$ 3,53 bilhões, seguido de Outras Atividades (R$ 1,46 bi), Farmácias e Perfumarias (R$ 767 mi), Vestuário, tecidos e calçados (R$ 497 mi) e Móveis e decoração (R$ 154 mi). Já as projeções nacionais dão conta de uma perda de faturamento na casa dos R$ 15,8 bilhões. O dado projetado para este ano é 7,1% superior ao de 2020. As razões são semelhantes tanto na esfera nacional quanto na estadual e municipal: desestímulo às compras por impulso, em decorrência da queda de circulação das pessoas, e também uma expectativa de crescimento nas vendas do varejo nacional em 2021, que deve causar, portanto, maiores perdas quando fechados. Metodologia – O estudo sobre os Impactos dos Feriados no Varejo da região de Araraquara, realizado pela FecomercioSP, é feito com base nos dados disponibilizados pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e considera os dados de faturamento da 15º Delegacia Regional Tributária. A DRT-15 delimita a região de Araraquara que conta com mais 15 municípios, qual sejam, Américo Brasiliense, Analândia, Boa Esperança do Sul, Borborema, Cândido Rodrigues, Corumbataí, Descalvado, Dobrada, Dourado, Fernando Prestes, Gavião Peixoto, Ibaté, Ibitinga, Ipeúna, Itápolis, Itirapina, Matão, Monte Alto, Motuca, Nova Europa, Pirangi, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Rincão, Rio Claro, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Ernestina, Santa Gertrudes, Santa Lúcia, Santa Rita do Passa Quatro, São Carlos, Tabatinga, Tambaú, Taquaritinga, Trabiju e Vista Alegre do Alto.   Serviço: Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio) Avenida São Paulo, 660 – Centro Contato: (16) 3334-7070 [email protected] www.sincomercioararaquara.com.br/nucleo-economia  
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