02/06/2020 às 20h39min - Atualizada em 03/06/2020 às 10h43min

Padre ortodoxo desempregado pede ajuda, mas para alimentar o próximo

Por Willian Oliveira

O Portal Araraquara Agora lança o programa Solidariedade Agora, que tem como objetivo contar a história de pessoas e instituições que fazem o bem para o próximo. Nosso objetivo é divulgar os projetos para que você leitor possa contribuir com essas iniciativas. Lembrando que sua contribuição pode acontecer de várias formas: compartilhando para que mais pessoas recebam a mensagem, sendo voluntário ou financeiramente ajudando a manter essas boas ações.

A história de hoje

Hoje é dia de contar a história do padre Pedro, da Igreja Ortodoxa. A denominação religiosa ainda é tímida no país, desconhecida da grande maioria e em Araraquara sequer tem um templo próprio. “Nossa igreja é a casa de quem tem fé. Nos reunimos nas casas de quem quer receber a mensagem de Deus”, explica o padre, que foi ordenado há alguns anos e há pouco tempo começou sua missão em Araraquara.

A ação do padre Pedro tem se concentrado na região do Jardim Maria Luiza, onde mora e atua. A ideia em 2020 era intensificar o trabalho de crescimento da igreja na cidade, conseguir um espaço ainda que locado para as celebrações, que lembram o rito católico, mas a pandemia atrapalhou os planos do religioso. “Em um momento como esse nossa missão tem que se adaptar. Agora é tempo de ajudar quem precisa e tem muita gente precisando”, lembra ele.

Padre Pedro pode, inclusive, ser considerado uma das vítimas da crise econômica provocada pela Covid-19. Recentemente ele perdeu seu emprego como segurança, uma das únicas fontes de renda da família. Ainda que em situação difícil, o padre, que é casado e tem 1 filho, arregaçou as mangas a aproveitou o tempo livre para correr atrás de apoio para quem está em situação pior do que a dele. “Tem milhares de famílias passando necessidades aqui, na nossa cidade, no seu bairro, na sua rua e não podemos simplesmente fingir que elas não existem”, lembra.

 

Agora ele divide seu tempo livre em correr atrás de recolocação profissional, mas também de encontrar pessoas de bem para ajudá-lo a matar a fome de famílias carentes. O trabalho acontece em várias frentes, arrecadando alimentos, fazendo marmitas para distribuição e até mesmo na montagem de cestas básicas para entrega. “Ao mesmo tempo que tem gente precisando de ajuda, temos também quem está disposto a compartilhar o pão com o próximo”.

Apesar dos resultados conseguidos em pouco tempo, o trabalho precisa de apoio. “A ajuda das pessoas, contribuindo com a doação de alimentos, agasalhos, cobertores é importante, mas estamos em um momento que também estamos em busca de quem deseja ajudar como voluntário, na preparação de alimentos, distribuição. É hora de encontrar os operários. Que Deus abençoe a todos”, conclui.


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