24/07/2020 às 11h32min - Atualizada em 24/07/2020 às 11h48min

Vereadores de Trabiju acusam presidente de obstrução e Justiça garante realização de sessões

Por Willian Oliveira

Depois da renúncia do prefeito Maurílio Tavoni, o Juca (MDB), em abril, acusado de pagar uma queima de fogos particular com dinheiro público, os moradores de Trabiju esperavam que as coisas voltassem ao normal na pequena cidade de pouco mais de 1.700 habitantes, mas não foi isso que aconteceu.

A política está tão acirrada que vereadores precisaram entrar na Justiça para conseguir a realização de sessões. Parte dos parlamentares acusa o presidente do legislativo, Antônio Aparecido Carneiro, o Cido Bittar (PV), de obstruir os trabalhos para que pautas bombas não sejam votadas. Uma delas prevê a própria destituição do presidente.

A disputa foi parar na Justiça. Uma decisão liminar foi expedida inicialmente pela Comarca de Ribeirão Bonito e depois confirmada, no dia 16 de Julho, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Nela, o Juiz Victor Trevizan Cove, obriga o então presidente interino, Lourivaldo José dos Santos,  a cumprir o regimento interno e a realizar as sessões. Lourivaldo é o vice-presidente, da base de Cido Bittar, que na ocasião teria se afastado por um período de 15 dias, alegando problemas de saúde. Mesmo assim, no dia 22 de julho, com Bittar já na função de presidente, aconteceu o terceiro cancelamento de uma sessão legislativa na cidade.

 “O cancelamento de sessões não deixa os vereadores tramitarem projetos importantes e de interesse público da população trabijuense. Fica meu descontentamento e de toda a população com essa decisão arbitrária”, manifestou o vereador Antônio Carlos Amaral, o Bitchoa, (PSDB).

No texto enviado aos parlamentares comunicando que a sessão extraordinária não ocorreria, novamente, Cido Bittar alega que houve erro na elaboração do documento de convocação, a pauta estava errada, segundo ele. No texto ele remarca a sessão para o dia 27 de Julho, às 19 horas.

O Araraquara Agora tentou contato com o presidente do legislativo, mas não obteve resposta. A reportagem apurou ainda que ele teria solicitado um novo afastamento por problemas de saúde, desta vez por 45 dias. Isso pode atrapalhar novamente a deliberação sobre seu afastamento da função de presidente.

As pautas que têm gerado polêmica são:

  • Conclusão da CPI que investiga o ex-prefeito Juca;
  • Redução do salário dos vereadores (De pouco mais de R$ 2 mil para um salário mínimo)
  • Deliberação das contas de 2012
  • Destituição do próprio presidente da Câmara

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