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23/04/2024 às 16h47min - Atualizada em 23/04/2024 às 16h47min

PGR denuncia Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão ao site do CNJ

O hacker de Araraquara e a deputada também foram denunciados pelo falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes

Direto da Redação
Foto: Reprodução Redes Sociais
A Procuradoria-Geral da República denunciou a deputada federal Carla Zambelli (PL) e o hacker Walter Delgatti Neto de Araraquara, pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A acusação foi apresentada no Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (23), antes disso os dois já haviam sido indiciados por supostos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. 

A defesa de Zambelli diz que vai demonstrar que a deputada não praticou as infrações penais pelas quais foi acusada. 
 

“Inexiste qualquer prova efetiva que ela tivesse de alguma forma colaborado, instigado e ou incentivado o mitômano Walter Delgati a praticar as ações que praticou”, anotaram os advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine, Daniela Woisky e André Bialski.


Os advogados do hacker ainda não se manifestaram até o momento e assim que houver um posicionamento da defesa está matéria será atualizada. 

A decisão sobre o eventual recebimento da denúncia caberá ao Plenário do STF, mas julgamento ainda não tem data para acontecer. O ministro Alexandre de Moraes, relator, deverá liberar os autos para que o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, agende uma data para que os ministros se debrucem sobre o caso.

Quando o inquérito foi finalizado, a Polícia Federal destacou que uma série de documentos apreendidos com Zambelli correspondiam a arquivos inseridos por Delgatti no CNJ, o que, para a corporação, mostra que ela participou da invasão. Entre esses arquivos está o falso mandado de prisão  que determinava a prisão do ministro Alexandre de Moraes.

Durante depoimento, Delgatti sustentou que teria recebido R$ 40 mil de Zambelli para invadir sistemas do Judiciário. A conclusão da Polícia Federal, no entanto, foi no sentido de que as transferências feitas ao hacker teriam ocorrido para a compra de garrafas de uísque, revendidas por ‘Vermelho’ ao assessor da bolsonarista.

A fase ostensiva da investigação, batizada 3FA, foi aberta em agosto, com a prisão de Delgatti e a realização de buscas em endereços de Zambelli. Em oitiva antes da deflagração da Operação, o hacker chegou a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro, narrando um encontro no Palácio do Alvorada.

MANIFESTAÇÃO DA DEFESA DE CARLA ZAMBELLI 

A defesa da Deputada Carla Zambelli recebeu com surpresa o oferecimento da denúncia em seu desfavor, já que inexiste qualquer prova efetiva que ela tivesse de alguma forma colaborado, instigado e ou incentivado o mitômano Walter Delgati a praticar as ações que praticou. A narrativa dele acusando a Deputada e terceiras pessoas foi desmentida pela própria investigação, e a defesa irá exercer sua amplitude para demonstrar que ela não praticou as infrações penais pelas quais foi acusada.

Informações e Texto: Pepita Ortega Agência Estado


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