16/09/2021 às 13h05min - Atualizada em 16/09/2021 às 13h05min

CPI começa a esquentar em Trabiju: informações são pedidas para a Caixa e ex-prefeito protocola documento

CPI investiga saques considerados atípicos nas contas da Prefeitura entre 2017 e 2020

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em Trabiju para averiguar movimentações bancárias na prefeitura entre os anos de 2017 a 2020 começou a esquentar. Vereadores da Câmara já chegaram a apresentar a público alguns cheques e nesta quinta-feira (16) o ex-prefeito da cidade protocolou um documento pedindo cópia do procedimento investigatório e intimação para as reuniões. Além disso, um ofício foi enviado para outra agência: a Caixa Econômica Federal. O objetivo seria conseguir novas informações sobre mais transações do Executivo no período.

Segundo o documento protocolado pelo ex-prefeito Maurilio Tavoni Júnior, o "requerente por estar indiciado nesse procedimento possui direito constitucional a ter acesso integralmente, para que o mesmo possa encaminhar a seu advogado para que o procedimento seja analisado, possibilitando o exercício da Ampla Defesa e Contraditório". O ex-prefeito também aproveitou para requerer que seja intimado para todas as reuniões a serem realizadas pela Comissão Parlamentar. "[...] eventual reunião sem a intimação prévia do investigado poderá acarretar a nulidade do procedimento". 

Conforme informações obtidas pela redação do Araraquara Agora sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), um ofício teria sido enviado para a Caixa Econômica Federal de Boa Esperança do Sul pelo presidente da CPI, Robson Ribeiro de Souza, solicitando informações das movimentações bancárias das contas da prefeitura entre os anos de 2017 a 2020. Vale lembrar que na última sessão (é possível assistir clicando aqui) alguns cheques obtidos pela CPI junto ao Banco do Brasil foram apresentados para os moradores. 

A CPI em Trabiju

Os vereadores aprovaram com unanimidade no dia 5 de agosto a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar movimentações atípicas de valores depositados nas contas bancárias da Prefeitura de Trabiju, de 1 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020.

O pedido de abertura foi feito pelos vereadores Antônio Carlos do Amaral dos Santos, Luiz Henrique Batista de Jesus, Marcos Rogério de Souza, Mariza Pereira de Oliveira e Robson Ribeiro de Souza. De acordo com o documento apresentado, saques eram feitos diretamente no caixa, de quantias expressas em cheques, sem a devida justificativa e sem apresentar o destino do dinheiro.

As movimentações seriam efetuadas pelo ex-prefeito e por servidores da Prefeitura de Trabiju. Para investigar o fato, os vereadores pediram que a CPI tivesse três componentes: um presidente, um relator e um membro, além de que a comissão tenha duração de 90 dias, prorrogável por mais 90.

Durante a sessão ordinária, após a aprovação da abertura da CPI, os três membros foram eleitos pelos vereadores, sendo decidido que o presidente será Robson Ribeiro de Souza. Enquanto isso, o relator será Marcos Rogério de Souza e o membro, Vanderlei Amaral.


 
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