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13/11/2021 às 10h00min - Atualizada em 13/11/2021 às 10h00min

​Conta de energia pode subir 21% em 2022

Brasileiros podem ter que pagar por custo extra ou por empréstimo feito por concessionárias

Willian Oliveira
Fernando Frazão/Agência Brasil
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Prepare o bolso porque sua conta de energia elétrica, que já está cara, vai subir a inda mais. A informação foi divulgada pela área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A equipe calculou o reajuste tarifário médio nas contas de luz e chegou a conclusão que em 2022, o aumento na conta deve ser de 21,04%. Segundo a Aneel esse valor seria para cobrir o rombo causado pela baixa nos reservatórios e uso de usinas termoelétricas nesse período de crise hídrica, considerado o pior dos últimos 91 anos.

As usinas termoelétricas têm custo mais caro de operação e por isso pagamos taxas extras, indicadas nas chamadas bandeiras tarifárias. A vermelha é a mais cara, mas há alguns meses foi criada uma outra, específica para esse momento, que é ainda pior para o bolso do brasileiro. A bandeira escassez hídrica, como é chamada, adiciona R$ 14,20 às faturas para cada 100 kW/h consumidos.

“Nesse contexto, nossas estimativas apontam para um cenário de impacto tarifário médio em 2022 da ordem de 21,04%, quando avaliado todo o universo de custos das distribuidoras e incluídos esses impactos das medidas para enfrentamento da crise hídrica”, escreve Claudio Elias Carvalho, superintendente adjunto de gestão tarifária.

O documento, contudo, não é conclusivo, por a decisão final sobre o repasse desses custos é da Aneel. No passado, a ex-presidente Dilma Rouseff tentou segurar esses reajustes no ano em que disputava a eleição. Ela venceu e nós, no ano seguinte, começamos a pagar a diferença com juros e correções. Será que agora será assim de novo?

Empréstimo

O governo já anunciou que estuda medidas para diminuir o desses reajustes. Uma das alternativas é apoiar as distribuidoras de energia na obtenção de empréstimos para custear o gasto extra para a produção de energia.

O Ministério de Minas e Energia (MME) coordenará esse processo juntamente com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Bancos públicos e privados participariam.

A ideia é evitar reajustes no ano eleitoral, liberar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, para as concessionárias e nós, consumidores, arcaríamos com essa dívida pagando os juros e as correções pertinentes. Levaríamos entre 6 e 8 anos para pagar essa fatura em um novo encargo inserido na conta de luz.
 
O que diz a Aneel

“A Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel esclarece que as informações veiculadas em reportagens publicadas nesta sexta-feira (12/11) sobre aumento na conta de luz em 2022 correspondem a estimativas preliminares baseadas em cenários hipotéticos que ainda não consideram as medidas de atenuação tarifárias que serão implementadas em 2022.

O Brasil no último período úmido registrou o pior regime de chuvas dos últimos 91 anos. Em razão desse cenário adverso, para compensar o baixo nível dos reservatórios com a falta de chuva, têm sido utilizados todos os recursos de oferta de energia disponíveis e foram tomadas medidas excepcionais para assegurar o suprimento de energia no País.

A Aneel salienta que, no exercício de sua competência legal de regular o setor elétrico brasileiro, em observância às políticas públicas emanadas do Ministério de Minas e Energia – MME, tem envidado esforços para atenuar os impactos da escassez hídrica nos processos tarifários de 2022, a exemplo de todos os esforços que foram empreendidos nos anos de 2020 e 2021 e que permitiram que os impactos da pandemia no aumento das tarifas fossem significativamente reduzidos, em prol de toda a sociedade brasileira e da sustentabilidade do setor elétrico.”


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