05/01/2022 às 13h58min - Atualizada em 05/01/2022 às 13h58min

Carnaval: Doria diz que não é hora de aglomerações, mas deixa decisão para prefeitos

Governador disse que decisão é das prefeituras

Por Rian Fernandes
O governador João Doria afirmou que ainda não é momento de aglomerações ao ser questionado sobre o Carnaval em São Paulo nesta quarta-feira (5), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. No entanto, ele salientou que a decisão de realizar ou não o evento é das prefeituras dos municípios paulistas. 

Os casos de coronavírus cresceram em diversos cantos do país, inclusive em cidades de São Paulo, após o fim de ano. O aumento se deve pela variante ômicron do coronavírus, que é mais transmissível e tem gerado a maioria das novas positivações. Com a proximidade da época de Carnaval, o evento tem se tornado um assunto cada vez mais discutido: realizar ou não o evento? 

"É uma decisão [realizar ou não o Carnaval] que cabe às prefeituras. [...] Não é o momento para aglomerações desta ordem. A recomendação é evitar que isso aconteça. Porém a decisão cabe aos que dirigem o comando das prefeituras municipais em São Paulo", disse o governador de João Doria.

Vale lembrar que a prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, decidiu cancelar os blocos de rua no carnaval de 2022. No entanto, os desfiles no sambódromo estão mantidos, assim como também poderão acontecer bailes em locais fechados. Por lá, um protocolo para tentar ter um controle do público ainda será detalhado. O que se sabe até o momento é que estar em dia com a vacinação será um dos pré-requisitos para poder acessar esses eventos. O uso de máscara também será necessário.

Para o coordenador executivo do Comitê Científico do Governo do Estado de São Paulo, João Gabbardo, o Carnaval pode ser analisado justamente em dois aspectos: Carnaval de rua e os desfiles em locais fechados. No primeiro caso, segundo ele, não se tem como fazer um controle. Não tem como acompanhar a vacinação e a aglomeração acaba sendo imensa. "Nesse momento, é impensável manter o Carnaval nessas condições", frisou ele. Enquanto isso, no segundo caso, pode haver um controle do ambiente, como a exigência de vacinação e utilização de máscaras.

Também conforme explicou Gabbardo, mesmo com desfiles controlados, alguns problemas com aglomerações podem surgir. "Elas [pessoas] vão se aglomerar no transporte coletivo. Vai haver aglomeração na entrada e na saída. Isso sempre é um risco e, nesse momento, é um risco muito alto. Então tem que ser analisado com essa preocupação". 

Apesar das orientações dadas na coletiva, a decisão e a responsabilidade de realizar ou não o Carnaval caberá, de fato, às prefeituras. Pelo menos foi o que indicou o próprio governador do Estado de São Paulo, João Doria. 
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